Presidente da FAETEC presta contas na Comissão de Educação

Com aumento em 37% no orçamento para 2012, fundação promete criar 20 mil vagas de ensino

O presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado (Faetec), Celso Pansera, esteve presente nesta quarta-feira (7/12), na audiência pública da Comissão de Educação para fazer um balanço sobre a atuação da fundação no ano de 2011. Segundo ele, a instituição vem desenvolvendo um grande trabalho que, a cada ano, demanda um quadro funcional maior para atender o crescente número de alunos adquiridos em todo o estado. Segundo o presidente do colegiado, deputado Comte Bittencourt (PPS), a Faetec experimentou um “avanço significativo em 2011”. “Hoje, a fundação é um setor estratégico no atual momento econômico em que vive o estado”, comemorou o parlamentar.

Questionado pelo presidente da Comissão, deputado Comte Bittencourt (PPS), sobre como serão aplicados os recursos em 2012, Pansera explicou que, com o crescimento das unidades de ensino e a geração de 20 mil novas vagas, a demanda por investimentos será ainda maior.

“É certo que precisaremos de mais profissionais. Até março de 2012 pediremos para a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), a integração de professores que foram aprovados no último concurso e que ainda aguardam o ingresso na rede”, prometeu o presidente, lembrando ainda da importância de mais verbas para merenda, vale-transporte, material de laboratório etc. O ensino técnico é caro, mas é uma obrigação do estado, e a suplementação orçamentária virá para nos ajudar a cumprir essa obrigação”, justificou.

Pansera também destacou que a fundação vem realizando parcerias para garantir a gratuidade do cartão RioCard aos seus alunos de ensino subsequente, com isso, assegurar seus deslocamentos até as unidades de ensino.
 
SINDPEFAETEC pede integração de concursados –

Presente em audiência, o representante do Sindicato dos Profissionais de Educação da Faetec (SINDPEFAETEC), Marcelo Costa, afirmou que é visível o
crescimento da rede ao mesmo tempo em que ocorre um rebaixamento do quantitativo administrativo. “O pior é que a maioria dos profissionais trabalha em regime de contratos temporários, mesmo tendo ocorrido um concurso. Dos cerca de 11 mil trabalhadores da fundação, aproximadamente seis mil são servidores, enquanto outros cinco mil são terceirizados”, criticou Marcelo.

Apesar da polêmica preocupação sobre a destinação do orçamento de 2012, o deputado Comte Bittencourt acredita que o recurso financeiro é imprescindível para atender as necessidades da fundação em um importante momento vivido pelo estado.
 “O desafio é enorme e há uma carência em determinadas regiões que ainda não foram atendidas em função dos novos arranjos de desenvolvimento da economia, por isso é importante suprir essas demandas”, finalizou o parlamentar.

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