E por falar em segurança

Todos os dias os principais jornais do Rio de Janeiro noticiam a falta de segurança que a população do Rio vem sofrendo. No início desse mês, o Estado teve dois grandes movimentos da população. Um na Baixada Fluminense e o outro em Pendotiba, Niterói. Nos dois casos, as pessoas reclamam da ausência da estrutura de segurança pública nas suas regiões. O deputado Comte Bittencourt (PPS) discursou, mais uma vez, no Plenário da Alerj sobre o problema que sofrem os moradores de Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense. Segundo Comte, não há dúvidas de que a sociedade, no seu conjunto, bem como a Assembleia, apoiou, aplaudiu, reconhecendo a acertada política da instalação das UPPs, mas para ele, está na hora de a população que não está sendo atendida pela política das UPPs dar um basta?.

Comte lembrou que este é o penúltimo ano do Governo Cabral e que as promessas quanto a segurança não foram cumpridas. “Falta um ano e um mês para o encerramento. Como é que fica a Baixada Fluminense? Como é que fica a Grande Niterói, o leste metropolitano fluminense? Como ? que ficam as cidades mais adensadas do interior do Rio de Janeiro, no que diz respeito, também, aos seus atendimentos com relação a uma política de segurança”

Para o parlamentar, está acabando a paz entre as cidades que não receberam UPPs, que não receberam atendimento e que os grandes eventos e as grandes manifestações que acontecem no Rio de Janeiro esvaziam os batalhões do interior para darem cobertura aos batalhões da capital. “Está na hora de dar um basta a essa política de segurança que não chega às nossas regiões, ou seja, a política do Governo Cabral para Niterói, nesses sete anos de Governo, foi não ter política de segurança”. Comte ainda relatou o que vem acontecendo em Niterói, onde trocam o comandante, fazem operações pontuais, mas não aumentam o efetivo. Segundo o deputado, o Governo e a Secretaria de Segurança negam que ocorra fuga e a transferência da bandidagem organizada da Cidade do Rio para outras regiões. “É só olhar as páginas dos jornais, as prisões que são feitas quase semanalmente em Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Baixada Fluminense. Evidentemente que essa pressão das UPPs gera a fuga de uma bandidagem maior para as regiões que não são atendidas, mas chegou ao limite, chegou a hora dos prefeitos aliados do Cabral, que são quase todos, fazerem uma opção de lado, e o lado deles tem que ser o da população das suas cidades, as suas responsabilidades como gestores locais. Não dá para continuar trocando segurança por asfalto na porta”, afirmou.

Comte acredita que está na hora de os prefeitos decidirem de que lado estão. “O chamamento que faço é que chegou a hora de os prefeitos optarem, ou vão continuar silenciados pelo asfalto na porta, pelas benesses outras que o Governo dá e vão continuar se omitindo do debate da segurança ou não, ou vão perceber que falta um ano e um mês para esse Governo terminar e que nada, além das promessas, chegou às suas cidades”, concluiu.

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