Comte fala sobre o fechamento de escolas estaduais

O SR. COMTE BITTENCOURT – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, discutimos muito, no dia de hoje, o problema da mobilidade, no Centro do Rio de Janeiro, com as grandes intervenções que estão sendo feitas na área portuária. Mas quero trazer uma questão ligada à Educação.

Em julho de 2012, a Secretaria de Estado de Educação interrompeu as aulas da Escola Estadual Tiradentes, no Caju – única escola estadual diurna de Ensino Médio daquele bairro –, usando como justificativa a necessidade de obras de infraestrutura. Em uma audiência pública da Comissão de Educação, realizada em setembro daquele ano, indagamos ao Sr. Secretário de Educação sobre o fechamento temporário do colégio, uma vez que seus alunos foram deslocados para escolas na Ilha do Governador e em Santa Teresa. S. Exa. nos informou que os alunos voltariam para a Escola Estadual Tiradentes, em 2013, já que a Escola Estadual Clóvis Salgado, que também funciona no Caju, só tem Ensino Médio noturno, por ser compartilhada com o Município. Contudo, em abril de 2013, para nossa surpresa, o Governo Estadual instala, no prédio da Escola Estadual Tiradentes, a UPP do Caju.

Ora, este Governo, que já havia fechado a Escola Estadual Brandão Monteiro, encerrando suas atividades para dar lugar a uma empresa de ônibus, acaba com a única escola estadual do bairro do Caju. Imaginem V. Exas. o que estão sofrendo diariamente esses adolescentes com o trânsito que enfrentam do referido bairro para Santa Teresa ou Ilha do Governador, já que o Governo Estadual instalou no imóvel uma UPP! Srs. Deputados, o Governo Cabral vai terminar o seu ciclo de governança como aquele que mais fechou escolas públicas na história do Brasil. Será que não se compreende a necessidade da educação como sendo a grande política transformadora e da construção da cidadania? Como fecham a única escola estadual de um bairro para colocar um equipamento de segurança? É uma inversão completa dos valores! Agora, ficam jovens de 14 a 17 anos tendo que enfrentar o intenso trânsito do Centro do Rio de Janeiro para ter acesso a uma escola pública em bairros mais distantes.

Lamentavelmente, trago mais uma denúncia dentro do rol de denúncias que já temos feito com relação a este Governo, cuja marca é fechar escolas. Espero que o próximo Governador compreenda o drama dos adolescentes do bairro do Caju e recoloque uma escola pública para atendê-los devidamente. Muito obrigado.

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