Comte fala sobre o apoio a Faetec e a execução orçamentária da Secretaria de Turismo

O SR. COMTE BITTENCOURT – Sr. Presidente, Srs. Deputados, venho hipotecar o apoio integral do meu mandato ao Sindicato dos Professores e Servidores da Faetec que, assim como o pessoal da rede Estadual de Educação, entrou em greve pelo novo plano, prometido há muito tempo, pois precisa haver uma atualização na carreira. É inadmissível, quando o grande desafio do Rio de Janeiro se coloca na questão também da formação profissional, que 50% do quadro funcional da Faetec sejam de contratados em vez de concursados. Todos os professores do Ensino Superior da fundação são contratados.

Deste modo, Sr. Presidente, a nossa total solidariedade ao SindP Faetec neste momento de movimento de greve.
Venho à tribuna para contestar uma informação da Secretaria de Estado de Turismo sobre a execução orçamentária da política de turismo do Governador Sérgio Cabral ao longo deste ano. É mais um ano sem política de turismo. Não é o primeiro ano em que se executa muito pouco do Orçamento destinado à pasta de turismo.
É curioso que, quando o Estado se inscreveu para sediar os grandes eventos, uma das grandes justificativas seria a questão da indústria do turismo, os grandes eventos seriam indutores da indústria de turismo.
E a execução orçamentária da Secretaria de Estado de Turismo e da nossa Companhia Estadual de Turismo continua rigorosamente inexpressiva. O Secretário suscitou argumentos contradizendo as informações que passamos ontem para a imprensa. Afirmou que executou via descentralização pela Secretaria de Estado de Obras, por intermédio da Emop, mas não cita em que momento essa transferência de recursos sai do orçamento do turismo e vai para o orçamento da Secretaria de Estado de Obras.
Por outro lado, lá na Secretaria de Estado de Obras quando se busca informações sobre a descentralização dos recursos de turismo, a execução também é muito pequena, é irrisória. Dos quase 80 milhões do Prodetur que foram transferidos para a Secretaria de Estado de Obras, o Estado só liquidou um milhão até agora e empenhou apenas cinco milhões.
Este ano tivemos dois grandes eventos: a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude Católica, e a política de turismo não foi capaz de ser indutora para que esse turista que foi recebido na Cidade do Rio de Janeiro pudesse procurar outros destinos no interior do nosso Estado.
Sr. Presidente, rapidamente também nesse tempo exíguo que V.Exa. me concede – amanhã voltarei a esse tema, assim como voltarei ao tema Faetec – venho trazer essas duas informações acusando também o requerimento que V.Exa. me encaminhou, justificando e argumentando a retirada do seu nome do apoio à CPI da Região Serrana.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

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