Comissão de Educação quer transformar Projeto Dupla Escola em programa de Estado

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa esteve hoje (17/06), no Colégio Estadual Chico Anysio, na Tijuca, a fim de conhecer a unidade e conversar com a comunidade escolar para avaliar melhor o projeto político-pedagógico e do ensino integral na escola, que é considerado como um modelo de excelência pela Secretaria de Educação.  Após ouvir professores, pais e alunos, o deputado Comte Bittencourt (PPS), presidente do Colegiado garantiu que pretende debater esse assunto e, principalmente, criar Leis que assegurem a continuidade do projeto Dupla Escola. “Precisamos aprofundar esse debate na Alerj e criar as devidas ferramentas legislativas para que essa seja a política de expansão da escola de educação integral não sendo interrompido pelos sucessivos governos, como já ocorreu. Por isso, o ideal é que o Projeto se transforme em uma política de estado”, afirmou Comte.

Segundo o Secretário de Educação, Antônio Neto, o Colégio Estadual Chico Anysio, inaugurado em 2013, atende 350 alunos do primeiro ao terceiro ano do ensino médio e tem nove turmas em tempo integral. Os professores que optam por trabalhar nas unidades do “Dupla Escola” passam por processo seletivo na Seeduc e recebem treinamento específico para trabalhar nas instituições. “Os professores selecionados recebem uma gratificação pela extensão da sua carga horária, que aqui é de R$ 1.800”, disse o secretário, afirmando, ainda, que a meta do executivo é expandir para mais 100 escolas da rede.

Comte também pretende discutir essa gratificação por extensão. Para o parlamentar, o ideal é que se crie um dispositivo legal em que o docente possa mudar de regime de trabalho de 16 horas para 30 horas, quando forem selecionados para as unidades de tempo integral.

Quanto ao ingresso dos alunos a esses colégios, o parlamentar foi incisivo: “Acredito que a maneira mais democrática é o sorteio. Não podemos criar ilhas de excelências dento da rede. Todos os estudantes devem ter direito ao acesso ao ensino de tempo integral”.

O presidente da Comissão de Educação pretende marcar outras reuniões para debater o assunto no segundo semestre deste ano.

 

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