A crise da Petrobras e seus reflexos nos municípios

A crise que abate a Petrobras tem ocasionando problemas em série a diversos municípios do país. Apesar do estado do Rio de Janeiro ter feito o “dever de casa”, conseguindo se equilibrar economicamente, o efeito nefasto da má gestão da petrolífera pelo governo federal tem repercutido no dia a dia de muitas cidades.

Nesta semana, por exemplo, foi a vez de Rio e Niterói sofrerem as consequências da administração desastrosa da União na empresa: uma manifestação de funcionários do Comperj com salários atrasados há três meses interditou a Ponte Rio-Niterói durante horas, levando o caos à principal via de ligação entre as duas cidades. De acordo com o deputado estadual Comte Bittencourt, a reivindicação é justa, mas deve, sempre, respeitar o bem comum.

“O protesto é legítimo, mas inadmissível quando interfere no direito coletivo, prejudicando milhares de pessoas. Vale lembrar que a origem desse problema tem nome e sobrenome: Dilma Rousseff”, acredita o parlamentar.

O efeito da queda nos preços do petróleo no mercado internacional- de US$ 86 para menos de U$ 50 em apenas quatro meses – já chegou ao Brasil e a tendência é que nossa arrecadação caia a olhos vistos e que os valores do PIB (Produto Interno Bruto) nacional em 2015 recuem. No Rio de Janeiro, por exemplo, um terço do PIB estadual está, hoje, na cadeia do petróleo, o que acarretará recessão da economia do estado. Para Comte Bittencourt, a situação é bastante alarmante:

“Temos um ambiente econômico, na macroeconomia do país e do estado, pouco promissor. O que é preocupante, já que um significativo número de municípios do nosso estado é altamente dependente desse setor, especialmente nas regiões Norte, Noroeste e dos Lagos”, explica Comte.

O parlamentar ressalta a importância do comprometimento dos municípios em relação à adequação de suas dotações orçamentárias, de forma que tenham recursos para fazer frente a suas despesas:

“É imprescindível que os gestores façam o chamado “dever de casa” com relação ao exercício orçamentário de 2015, do contrário, muitos municípios não terão recursos para pagar sequer seus servidores, já no meio do ano”, acrescenta Comte.

Assessoria de Imprensa do Deputado Comte Bittencourt

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