Em 19 de outubro, 2017, por Assessoria de Comunicação

Verba destinada à Faeterj no orçamento de 2018 não garante funcionamento pleno de suas unidades

O presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), Miguel Badenes, informou que metade dos 120 docentes da Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faeterj) – gerida pela instituição – está há dois meses sem receber. Os atrasos estão ligados à falta de recursos repassados pelo Governo do Estado.  A Comissão de Educação da Alerj, presidida pelo deputado Comte Bitencourt, realizou, na quarta-feira (18/10), a última audiência pública do ciclo de encontros com instituições de Ensino Superior do estado, a fim de definir a melhor estratégia para apresentação de emendas à Lei do Orçamento Anual (LOA) 2018 e, assim, assegurar repasses de verbas.

Nos últimos cinco anos, de acordo com o presidente da Faetec, Miguel Badenes, o Executivo deixou de repassar mais de R$ 700 milhões para a Fundação de Apoio à Escola Técnica.

“Os recursos destinados à Fundação são cada vez menores. Precisamos normalizar o pagamento dos professores. Do contrário, muito em breve, as atividades serão descontinuadas. O nosso orçamento é tão curto que não conseguimos recompor o serviço de terceirizados, outro problema enfrentado na Faeterj”, desabafou Badenes.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2018, encaminhado pelo Executivo à Alerj, o orçamento destinado para a Faetec é de R$ 758 milhões. No entanto, Comte Bittencourt ressaltou que apenas R$ 250 mil seriam destinados à Faeterj.

“Não houve nenhum bom senso nessa divisão. Se esse número for de fato verdadeiro, porque não estamos acreditando nisso, será um desrespeito com a instituição. O valor não é suficiente para manter nem uma unidade. Com esse valor irrisório, era melhor não ter destinado nada. Vamos apresentar emendas para garantir aporte orçamentário para o funcionamento adequado das unidades da Faeterj”, garantiu o parlamentar.

Atualmente, a Faeterj conta com quatro mil alunos matriculados, distribuídos em 10 unidades. Porém, segundo professores da instituição, a oferta de ensino terá que ser reduzida caso o orçamento previsto seja, de fato, o implementado.

“Estamos com problemas estruturais. Em Petrópolis, onde sou diretora, estamos funcionando sem equipe de limpeza e vigilância. Isso é muito sério. Como vamos continuar prestando um serviço de qualidade dessa forma?”, questionou a diretora da Faeterj de Petrópolis, Lucimar Cunha.

Lucimar disse, ainda, que seria necessário um aporte de R$ 416 mil para a Faculdade, localizada na Região Serrana, funcionar adequadamente em 2018.

“Com essa verba conseguiríamos realizar as obras estruturais necessárias, investiríamos nos laboratórios que já existem e pagaríamos os funcionários. Esse recurso é imprescindível “, afirmou Lucimar.

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