Em 12 de novembro, 2006, por Hyury

Transporte como meta prioritária na Assembleia

Jornal do Brasil – Niterói

12/11/2006

Entrevista  COMTE BITTENCOURT

Perfil: Comte Bittencourt nasceu em Botafogo, no Rio, em 1957. Foi vereador (1992 a 2002) e presidente da Câmara (2001 e 2002), além de secretário municipal de Educação (1998 a 2000) e vice-prefeito (2005 e 2006).

Eleito deputado estadual com 38.982 votos, o vice-prefeito de Niterói, Comte Bittencourt (PPS), deixa claro que sua intenção na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) é resolver problemas da infra-estrutura niteroiense. O deputado eleito disse que vai priorizar o transporte de massa e agilizar a Linha 3 do metrô, que vai ligar o Rio a ltaboraí. Comte quer que exista uma real integração entre Estado e município para que sejam viabilizadas medidas para resolver os problemas viários da cidade.

Além disso, uma proposta considerada prioritária por Comte é a capacitação técnica e universitária de jovens no setor naval e offshore – mercado que tem obtido satisfatórios índices de crescimento em Niterói, que se tornou um pólo do segmento na Região Metropolitana. Comte explicou ainda que vai lutar para que haja menos remanejamentos no orçamento destinado à segurança pública e que, para resolver o problema, serão necessários investimentos na educação de jovens, o que, para ele, é uma solução a longo prazo.

JB – Quais são, na sua opinião, os principais problemas de Niterói e de que forma poderá ajudar a solucioná-Ios na Alerj?

Comte – O que mais chama a atenção é o trânsito, que vem se agravando. Quando o Governo Federal construiu a Ponte, não se preocupou com a infra-estrutura de Niterói. Hoje, as ações para melhorar a circulação viária dependem de grandes obras. É fundamental que o Estado e o município se unam. Assim, o Poder Legislativo pode apoiar e viabilizar essas iniciativas, que deverão estar expressas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

JB – A indústria naval é um dos pontos fortes da economia da cidade, o que pretende fazer na Alerj para incentivar ainda mais o setor?

Comte – Devemos investir na formação técnica e superior voltada para essa área. Assim, os moradores : de Niterói poderão obter melhores empregos.

JB – Quais são os seus planos para projetos de transporte de massa?

Comte – Como deputado apresentei emendas para o Orçamento com recursos para esse projeto. Mas é importante lembrar da Baía de Guanabara como eixo hidroviário. Infelizmente, não podemos ampliar os serviços das barcas para melhor atender aos usuários se não houver capacitação e licitações transparentes.Temos assistido a diversos acidentes e problemas nas embarcações que poderiam ser evitados com contratos mais bem definidos e rigor nas fiscalizações.

JB – O que pode fazer, na Alerj, para conseguir recursos para a segurança pública?

Comte – Alguns deputados têm se preocupado em disponibiliiar recursos para a segurança pública, mas, infelizmente, tem sido prática do atual governo alterar o orçamento, desviando os recursos para as mais diferentes funções.

A recuperação da segurança pública é um projeto que se realiza a longo prazo e, por isso, as definições orçamentárias para esse setor não podem ser alteradas pela vontade de cada governo. O que eu considero fundamental quando falamos sobre segurança pública é o investimento em educação.

Não bastam recursos para a segurança pública, é fundamental oferecer perspectivas à juventude através da escola pública de qualidade e de formação técnica.

JB – Quais são, na sua opinião, os principais problemas da cidade na área da saúde e como pretende conseguir recursos para solucionar essas deficiências?

Comte – O que precisamos sempre é que o Sistema Único de Saúde funcione integrando as ações municipal, estadual e federal. Assim podemos garantir um melhor funcionamento dos nossos hospitais que prestam atendimento aos casos de maior complexidade. É importante que toda a rede funcione para que não sobrecarregue o Hospital Antônio Pedro, prejudicando seu funcionamento como hospital-escola. Devemos lembrar, também, que muitas vezes os hospitais de Niterói sofrem com uma sobrecarga para atender pessoas de municípios vizinhos que não têm uma rede hospitalar que funcione ou mesmo um hospital estadual dentro da sua cidade.

O Estado precisa se fazer presente na área da saúde.

Trajetória

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