Em 13 de dezembro, 2010, por Hyury

PPS buscará aliança com PSDB, DEM e PV

Site Ururau

O Partido Popular Socialista (PPS) tende a lançar candidatura própria para a eleição suplementar em Campos, no dia 06 de fevereiro, conforme foi marcado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ) na última semana.

Em reunião realizada nesta segunda-feira (13/12), em Campos, na casa do vice-presidente do PPS municipal, Sérgio Mendes, as executivas estadual e municipal do partido iniciaram o entendimento interno e foram confirmados os nomes de três pré-candidatos, de onde um será definido até a convenção, no dia 19, domingo, último dia pelo prazo eleitoral estabelecido para esse pleito.

Os nomes confirmados pelo partido foram do presidente interino da Câmara de Vereadores, Rogério Matoso; do ex-prefeito de Campos, Sérgio Mendes e do ex-vereador Sérgio Diniz, que disputou a última eleição como candidato a deputado federal.

Participaram da reunião o presidente regional do PPS, o deputado estadual Comte Bittencourt; o presidente municipal do partido, Luiz Henrique Freitas; Sérgio Mendes; Rogério Matoso; Armando Barreto, Atila Viana, Vitor Almeida e César Barreto todos do Diretório Municipal.

Comte Bittencourt concedeu entrevista ao site URURAU, onde confirmou o desejo do partido de seguir o caminho de aliança com as executivas estaduais e municipais do PSDB, DEM e PV. Com o URURAU também falaram Rogério Matoso e Sérgio Mendes.

Sobre uma possibilidade muito comentada nos últimos dias da possibilidade de um apoio de Nelson Nahim ao nome de Rogério Matoso ou do partido, caso Nahim não seja o nome do PR, o presidente do PPS garantiu: “Se eles quiserem nos apoiar, com o maior prazer. Qualquer apoio é bem vindo”. Já Matoso garantiu que para ele seria uma grande surpresa se Nahim não for o indicado por seu partido e fez uma série de elogios ao Prefeito Interino.

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URURAU – A reunião em Campos foi unicamente para tratar da eleição suplementar?COMTE BITTENCOURT – Diante da importância que Campos tem no cenário estadual e nacional. Estamos falando de uma das cidades mais importantes econômica e eleitoralmente do País. O Partido aqui tem que tomar uma posição, pois não é uma eleição qualquer.

URURAU – O que ficou decidido aqui hoje?
COMTE BITTENCOURT – O primeiro passo foi convencer Rogério Matoso de disponibilizar o nome para o partido, chamando a ele a responsabilidade de um quadro partidário. É um vereador que foi bem votado e é hoje o presidente da Câmara. O partido tem quadros na cidade e ele é um deles. Além do Rogério, temos o Sérgio Diniz e o Sérgio Mendes. O quadro definido hoje é o de que temos a disponibilidade desses três nomes de pré-candidatos do PPS para que se o partido se necessário se apresente e seja candidato, decisão a ser anunciada até a convenção no dia 19.

URURAU – Qual a tendência? O partido lança candidatura própria ou vai compor com outros partidos ou até mesmo fazer parte do grupo de aliança da oposição?
COMTE BITTENCOURT – Vamos primeiro conversar com os nossos parceiros da última eleição. Nós participamos de um projeto estadual e nacional, com o Gabeira candidato a Governador e o Serra a Presidente, onde fomos aliados do PSDB, do DEM e do PV. Então a orientação aqui para a executiva municipal é que mantenha as conversas aqui na cidade com esses partidos aliados de longos anos. Já conversei com o Rodrigo Maia (DEM), com o deputado Sirkis (PV) e com o Luiz Paulo (PSDB) que indicou que conversasse aqui em Campos com o Gel Coutinho (PSDB). Vamos estar dando sequencia a essas conversas e a idéia é fazer um bloco entre pelo menos esses quatro partidos, de onde cada um vai colocar seus nomes para tentar madurecer um único nome e partir para conversar com outros partidos. Ninguém caminha sozinho. Sobre os outros partidos que formam esse grupo de oposição, a executiva municipal vem conversando.

URURAU – Já é possível fazer uma análise do que os representantes destes três partidos pensam a respeito dessa aliança?
COMTE BITTENCOURT – Há um sentimento positivo. Fomos aliados até alguns meses atrás. Nosso relacionamento com o PSDB e o PV é de algumas eleições, sendo que não havia sido representada aqui em Campos, mas foi na eleição da capital em 2008, quando apoiamos o Gabeira. Então o que estou falando é que são partidos com identidade política construída há muito tempo. Aqui em Campos faltavam interlocuções e espero que possamos construir um projeto conjunto.

URURAU – No mundo das especulações já foi ventilada a possibilidade de um entendimento com o PSB, que tem o vereador Abdu Neme como líder na Câmara e o deputado Alexandre Cardoso como presidente estadual. Houve alguma conversa com a executiva do PSB e há mesmo possibilidade de aliança?
COMTE BITTENCOURT – Não houve nenhum tipo de conversa. Sou muito amigo do Alexandre, mas não fomos procurados e nem estivemos aliados nas eleições passadas. Vamos ter que cumprir etapas e precisamos ter certa disciplina e estratégia nesses entendimentos. Primeiro passo foi definir os pré-candidatos, segunda procurar os partidos mais próximos e depois ampliar ao máximo esse entendimento e podemos inclusive procurar o PMDB estadual, partido que somos aliados em vários municípios, e porque não em Campos?

URURAU – Todos sabem perfeitamente que existe uma forte ligação entre o prefeito Nelson Nahim e o presidente da câmara Rogério Matoso. Caso Nahim não seja indicado por seu partido, o PR, haveria a possibilidade de ter o apoio pessoal do prefeito?
COMTE BITTENCOURT – Se eles quiserem nos apoiar, com o maior prazer. Qualquer apoio é bem vindo.

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O presidente da Câmara Rogério Matoso declarou que está focado no fechamento das ações na Câmara, mas que está a disposição do partido caso seja indicado para representar o partido nas eleições.

URURAU – É um cenário novo que se apresenta para você que exerce o primeiro mandado no Legislativo. Dá para afirmar que está pronto para esse novo momento?
ROGÉRIO MATOSO – Com o chamamento do diretório estadual me coloco a disposição junto com meus colegas do partido, mas meu foco muito específico hoje é o fechamento do orçamento do ano que vem e o fechamento do ano na Câmara Municipal. Mas o que o colegiado decidir nós vamos seguir.

URURAU – O bom relacionamento que é explicito entre você e o Nelson Nahim faz com que apareçam uma série de especulações sobre apoio do prefeito com relação ao seu nome, caso ele não seja o candidato do PR. Você aposta nessa viabilidade?
ROGÉRIO MATOSO – Essa questão toda ainda é muito nova pra mim, em relação a essa disposição do meu nome foi uma exigência do presidente da regional. Essas outras questões vão sendo discutidas a partir de agora. Sobre o bom relacionamento entre o executivo e o legislativo nesse momento, foi construído por que pensamos no bem comum, como por exemplo, a homologação do PSF, e o Nahim com muita sensibilidade buscou e está trabalhando esse projeto.

URURAU – Mas esse relacionamento permitiria um entendimento para a eleição?
ROGÉRIO MATOSO – Essas questões todas são muito novas para gente. A eleição é muito curta. Ele tem as convicções dele também. Há a possibilidade até da mudança desse pleito, já que o PR do qual ele faz parte está recorrendo para evitar sua realização. Quando a gente não tem um solo firme não dá para promover o entendimento.

URURAU – Pelo que tem vivido nesse período de interinidade na Câmara e Nahim na Prefeitura, te surpreenderia ele não ser o candidato?
ROGÉRIO MATOSO – Seria uma grande surpresa sim. Nahim é o prefeito no momento e que está trabalhando muito bem, com entendimento, com democracia, competente, e, portanto, apesar de estarmos falando aqui em especulações, seria uma grande surpresa sim.

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Vice-presidente municipal do PPS e ex-prefeito de Campos, Sérgio Mendes declarou que as discussões deveriam ter sido iniciadas a mais tempo.

URURAU – O PPS tende a lançar uma candidatura própria ou há possibilidade de entendimento com o grupo de oposição que busca uma grande aliança entre mais de 10 partidos?
SÉRGIO MENDES – O ideal era que esses partidos tivessem tido essas reuniões desde agosto, pouco depois do afastamento de Rosinha e ali era o momento de começar a planejar o projeto comum de políticas públicas, pois já existia a previsão da marcação das eleições. Devido a exigüidade do tempo, estamos discutindo muito mais nomes do que projetos políticos para a cidade. Então a gente vai pra lá desprovido de qualquer certeza de que se vai indicar um candidato que seja de interesse comum de todo esse grupo e que represente a unidade, mas temos bons nomes. O que acho difícil é fechar essa equação.

URURAU – Na possibilidade da aliança com os partidos PSDB, DEM e PV, seria pelo cenário atual, do PPS o candidato a Prefeito?
SÉRGIO MENDES – O PSDB também tem bons nomes como o Zezé Barbosa, Marcelo Mérida, Luiz Mário Concebida, assim como o PV tem o Andral Tavares. É como eu disse, se a gente viesse há mais tempo numa discussão de projeto alternativo para a cidade, ficaria mais fácil de construir essa aliança, o que não quer dizer que não vamos sentar para decidir o nome de um deles.

URURAU – Pela história política que tem e pelo período em que esteve aliado ao grupo do ex-governador Garotinho, seria capaz de arriscar um palpite sobre a situação do Nelson Nahim?
SÉRGIO MENDES – É como o Comte falou, todo apoio é bem vindo. Se houver uma disposição do Nelson Nahim ele não sendo candidato e voltando para a presidência da Câmara, vai ser muito bem vindo.

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