Em 14 de março, 2007, por Hyury

Os números do problema

RJTV 1ª Edição

14/03/2007

A situação do ensino público no estado – enquanto alunos estão fora das salas de aula nas escolas estaduais, mais de 14 mil professores fazem trabalhos burocráticos, em setores diferentes da administração.

Os números foram apresentados em uma audiência, na Assembléia Legislativa. Agora o desafio do governo é convencer esses profissionais a voltarem para as escolas.

Os números, apresentados hoje, na Assembléia Legislativa, mostram a dimensão do problema. Segundo o secretário de Educação, Nélson Maculan, são necessários três mil professores para suprir a carência da rede estadual.

O problema é mais grave nas turmas de 1ª a 4ª séries. O número de professores desviados de suas funções é de 14.325. A situação do ensino no estado do Rio foi apresentada em audiência pública, na comissão de educação da Assembléia Legislativa. Os deputados quiseram saber informações sobre investimentos e os planos do governo para resolver os problemas do setor.

“Não dá mais para a população do Rio de Janeiro continuar vendo seu quadro educacional em um processo completo de regressão”, acredita o deputado Comte Bittencourt, presidente da comissão de Educação da Alerj.

Alunos e professores acompanharam o encontro. O sindicato dos profissionais de educação reivindica do governo o cumprimento de promessas de campanha e espera que os professores concursados sejam chamados.

“Existem 18 mil professores que passaram no último concurso e que podem ser chamados imediatamente para começar a trabalhar. O que não dá é o ano letivo de 2007 já começar perdido, porque os alunos entram na sala e não tem professor”, defende Danilo Serafim, coordenador do sindicato.

Desde fevereiro, o RJTV vem mostrando os problemas enfrentados pelos alunos da rede pública em todo o estado.

Faltam professores principalmente nos municípios da Baixada Fluminense e na Região Metropolitana. Em São Gonçalo, um Ciep, que estava abandonado há 12 anos, agora vai passar por obras, para finalmente receber estudantes.

Há escolas funcionando em condições precárias. No Liceu Nilo Peçanha, em Niterói, parte do teto desabou.

Segundo o secretário de Educação, Nélson Maculan, 36 escolas já foram recuperadas e há previsão de obras em outras 70. Dois prédios novos foram comprados em Campo Grande, onde uma escola foi despejada, por falta de pagamento de aluguel.

O governo também informa que foram chamados dois mil professores concursados e que pretende oferecer contratos de hora extra para os que já atuam no ensino público ou para os aposentados.

Além disso, a meta é de volta para a sala de aula de profissionais que estejam afastados de suas funções. Só em São Gonçalo, quase 600 professores que estavam fora da sala de aula se apresentaram.

Nélson Maculan deu prazo até o dia 20 de março para resolver o problema da falta de professores. “Eu disse o seguinte: que pelo menos teria um diagnóstico perfeito até o dia 20 de março. Ainda não conseguimos colocar esses professores em sala de aula. Temos interesse que eles voltem para sala de aula. Esse é um trabalho de formiguinha. Estamos chamando os diretores para que convençam seus colegas a voltarem para sala de aula. Tem surtido efeito, mas é longo”, observa o secretário.

Trajetória

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