Em 08 de agosto, 2016, por Assessoria de Comunicação

O Globo – Antônio Gois – Outros jogos

Olimpíadas e Paralimpíadas são oportunidade para escolas repensarem formato das aulas de educação física

Jogos são chance para repensar educação física. Aqueles que já passaram dos 40 (grupo ao qual pertence este colunista) provavelmente terão lembranças das aulas de educação física divididas em quatro esportes: vôlei, futebol, basquete e handebol. Os professores ensinavam as regras, realizavam exercícios, e depois era a hora de simplesmente jogar. Para alguns, era praticamente um momento de lazer. Mas sempre houve, e sempre haverá, aqueles que não se sentiam atraídos por nenhum desses quatro esportes de competição. Para esses, as aulas de educação física podiam ser uma tortura, especialmente quando se sentiam expostos por não terem habilidade para determinado esporte.

Ninguém discute que o incentivo à prática de esportes é importante para criar hábitos saudáveis nas crianças desde cedo. Há estudos que mostram que isso traz também benefícios para a aprendizagem em disciplinas tradicionais. E, num tempo em que voltamos a valorizar o papel da escola nas habilidades socioemocionais (como saber trabalhar em grupo, superar obstáculos e lidar melhor com frustrações), não há dúvida de que as aulas de educação física têm uma importante contribuição a dar.

A competição faz parte da vida, e há inúmeros momentos em que as crianças poderão aprender a lidar com frustrações das derrotas e alegrias das vitórias. Mas, diante do enorme potencial de aprendizado a partir de outros esportes e atividades, reduzir as aulas de educação física apenas aos jogos de bola dos quatro esportes mais populares do país é uma prática que tem sido cada vez mais contestada por educadores.

Sem perder o caráter lúdico, há várias atividades que podem ser utilizadas para trabalhar diversos outros valores entre os alunos. Por exemplo, a simples adaptação das aulas de vôlei tradicional ao esporte paralímpico de vôlei sentado pode ser uma ótima oportunidade de trabalhar com o conceito de equidade. Sentados, os mais altos e mais baixos podem competir em situação de maior igualdade. Além de ser uma prática mais inclusiva, que possibilita a participação de estudantes com algum tipo de deficiência.

Por ocasião dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Comitê Olímpico da Rio 2016 criou uma interessante plataforma (Transforma) para capacitar e inspirar professores a trabalhar com outros jogos e atividades de alto potencial educativo. Há vídeos no YouTube de atividades propostas em parceria com a ONU Mulheres para trabalhar, por exemplo, questões como respeito à diversidade, garantia de direitos e resolução de conflitos. Também o Unicef, em parceria com o Instituto Rodrigo Mendes, desenvolveu um projeto (Portas Abertas para a Inclusão), em que são listados vários exemplos de aulas que incentivam a participação de todos os alunos nas aulas de educação física.

Exemplos desses e outros projetos não faltam, e a maioria das atividades é bem simples, exigindo pouca ou até nenhuma grande adaptação das escolas. Agora que os olhos se voltam para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, é hora de aproveitar o momento para novamente repensar o formato das aulas de educação física, em busca de atividades mais inclusivas e educativas.

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