Em 03 de março, 2011, por Hyury

Melhoria das condições de trabalho dos professores é prioridade, diz secretário

Risolia destacou valorização dos docentes e redução de distorção idade/série como pontos principais de plano de metas

 O Secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, destacou nesta quarta-feira a melhoria das condições de trabalho dos professores e a redução da quantidade de alunos em situação de distorção idade/série como pontos primordiais do plano de metas para o setor em 2011. Durante reunião da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Risolia reafirmou a necessidade de corrigir com urgência o fluxo de alunos com defasagem entre a idade e o ano em curso. “Além de resolvermos esse passivo, que vem de algum tempo, nós temos que preparar os nossos jovens, principalmente do Ensino Médio, na faixa dos 15 anos, para a janela de oportunidades que o estado do Rio está criando, com a realização da Copa e dos Jogos Olímpicos.

Todo o planejamento foi feito pensando nos próximos 12 anos”, afirmou o secretário. Risolia disse ainda que parte das reivindicações dos professores e servidores foi resolvida com a implantação do auxílio-transporte de R$ 56 a R$ 90, depositados diretamente na conta bancária de cada funcionário, que começou a vigorar nesta quarta-feira, e com o auxílio-qualificação, no valor de R$ 500, que deve entrar em vigor a partir de maio e será pago aos docentes que estiverem nas salas de aula. Segundo o secretário, a questão salarial também será tratada como parte do plano de metas. “Salário é um assunto um pouco mais complexo, porque temos que analisar também a questão fiscal e previdenciária, o que demanda um pouco mais de tempo, mas isso também está na nossa agenda”, garantiu Risolia. Críticas As metas de desempenho foram estabelecidas pela Secretaria Estadual de Educação com o objetivo de colocar o Rio, até 2014, entre os cinco estados no topo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que avalia a cada dois anos o Ensino Básico em todo o país. A diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe/RJ), Vera Nepomuceno, no entanto, não aprovou o plano apresentado pela secretaria. “Esse plano não atinge o que de fato é necessário, ou seja, o professor ainda não tem o seu valor. Aluno não é mercadoria e escola não é negócio”, criticou. Para o deputado

Comte Bittencourt (PPS), presidente da comissão, o plano de metas ainda não está devidamente articulado com o Plano Estadual de Educação. “Já há uma representação nossa junto ao Ministério Público, cobrando responsabilidade dos governos no cumprimento dessas metas do plano, e faremos esse acompanhamento ao longo desse período legislativo. O plano é um norte, é a transição segura de Educação como política de governo para política de estado”, disse Bittencourt.

 O Dia On Line

Trajetória

@comte_educacao

Informativos em PDF

Fique por dentro do boletim informativo Comte, clique e veja.