Em 06 de abril, 2011, por Hyury

Fundação Cecierj: novos cursos e concurso público

A Comissão de Educação da Alerj, presidida pelo deputado Comte Bittencourt (PPS), recebeu hoje (6/5) representantes da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado (Cecierj)/ Consórcio Cederj para discutir o ensino público a distância. “O trabalho da fundação, bem formulado e articulado, serve de exemplo de metologia de ensino a distância a todo o país. Ao mesmo tempo, há a preocupação com a expansão dessa modalidade no setor privado, que muitas vezes é oferecido sem o compromisso de uma educação de qualidade”, afirmou Comte.

Durante a audiência, o presidente da Fundação Cecierj , Carlos Educardo Bielschowsky, apresentou as principais metas e perspectivas da instituição para os próximos anos. Entre elas, a realização de um concurso público e o plano de cargos e salários dos funcionários. “Uma das minhas prioridades é a parte financeira da fundação. Precisamos estender alguns contratos temporários em pelo menos cinco anos e, ao mesmo tempo, realizar um concurso público. Só assim o Cecierj ficará estabilizado”, afirmou. A fundação tem atualmente funcionários que se dividem em concursados, terceirizados e com contratos temporários.

Segundo Bielschowsky, a Fundação Cecierj, que atende quase 50 mil alunos – 20 mil de graduação, divididos em 11 cursos e 32 polos, 14 mil no pré-vestibular social e 12 mil nos cursos de extensão – vai estender também a oferta de cursos em 2011. Um exemplo são os cursos especializados na área de turismo. “Estamos estudando quais os cursos que melhor se adequam ao processo de desenvolvimento do estado. Uma das ideias é o curso de engenharia civil, pela dinâmica que está sendo estabelecida com a construção de siderúrgicas. Outro é o de tecnólogo de turismo, dado o momento do estado com a realização das Olimpíadas e da Copa do Mundo”, explicou o presidente.

Mesmo sendo considerado um projeto pedagógico bem sucedido, para os representantes dos Sindicatos dos Professores do Estado do Rio de Janeiro, Wanderley Quêdo e Aparecida Tiradentes, o ensino a distância ainda é motivo de preocupação. Os dois lembraram problemas como a expansão descontrolada do setor privado nessa área, além de questões trabalhistas pendentes. “Hoje são cerca de 6 milhões de matrículas do ensino a distância na graduação, sendo mais de 1 milhão sob controle do setor privado, que é mais litorâneo e urbano, já que o ensino público é o que mais chega ao interior. Em todos esses casos, ele precisa e deve ser de qualidade”, afirmou Aparecida.

O próximo vestibular da fundação será em junho e oferecerá 6 mil vagas. “O ensino a distância não substitui o presencial, mas com certeza, se bem consolidado, pode ser bastante útil”, completou Comte Bittencourt. Estiveram presentes à audiência outros deputados, além da representante do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro(Sepe ), Maria Beatriz Lugão, e o coordenador da Assessoria de Relações Acadêmicas do Conselho Regional de Administração, professor Clóvis Pereira.

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