Em 23 de fevereiro, 2008, por Hyury

Escassez de vagas tira alunos das salas de aula

JORNAL DO BRASIL
Niterói

Colégio é fechado e estudantes ficam sem turma

A municipalização de escolas estaduais esta causando dor de cabeça a pais de alunos na volta as aulas.A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro visitou ontem duas escolas em Niterói e constatou que elas são um exemplo do descaso com a educação.

Problemas diferentes, mas sempre a mesma vítima: os alunos. A Escola Estadual Professora Ceci Coutinho, em Várzea das Moças, Região Oceânica da cidade, foi fechada na última quarta-feira, quando faltavam apenas dois dias que o ano letivo estadual havia começado.

A escola atende a crianças de 4 e 5 anos e, dos 73 alunos matriculados pelos pais, que não foram avisados, apenas 44 serão transferidos para a Escola Municipal Várzea das Moças. Os outros 29 ainda não sabem onde vão estudar. Revoltados, os pais queimaram pneus e fecharam a rua Everton Xavier, na última quarta-feira.

De acordo com o deputado Comte Bittencourt, presidente da Comissão de Educação da Alerj, o fechamento da Escola Ceci Coutinho foi um ato arbitrário da Secretaria Estadual de Educação.

– O aluno não é uma mercadoria que se tira de uma prateleira e se coloca em outra – critica. Qualquer transferencia de aluno precisa ser feita de forma gradual e compartilhada. O Estado não pode se eximir de sua responsabilidade.

– Acordo

Segundo a Secretana de Educação de Niterói, um acordo entre o antigo Secretário Estadual, Nelson Maculan, e o atual Secretário municipal, Waldeck Carneiro, foi fechado no fim do ano passado para a transferencia das 44 crianças. Mas até o início do ano letivo, a Secretaria Estadual não fez nenhum comunicado de que a escola Professora Ceci Coutinho seria fechada e de que as vagas deveriam estar disponíveis. O Secretário municipal vai se reunir com os pais dos alunos para solucionar a questão.

O deputado Comte Bittencourt apresentou um novo projeto para minimizar o prejuízo pedagógico que propõe uma prorrogação por mais três anos do praozo de municipalização, que não foi bem recebido pelo governo do Estado.

Alunos do Ciep Maria Paula, em Campo Novo, também passam por dificuldades. O segundo andar do prédio foi interditado e alunos de 10 turmas assistem às aulas em um salão improvisado.

Em São Gonçalo, o descaso com a educação se repete. No Ciep Pablo Neruda, no bairro de Laranjal, 200 matrículas deixaram de ser feitas porque o prédio está com quatro salas interditadas por problemas de infiltração e na rede de instalação elétrica, causados pela falta de manutenção.

Trajetória

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