Em 28 de maio, 2008, por Hyury

Ensino à distância ganha atenção especial da Comissão de Educação da Alerj

Os parlamentares da Comissão de Educação da Alerj, presidida pelo deputado Comte Bittencourt (PPS), vão solicitar mais recursos no orçamento de 2009 para o ensino superior à distância no Estado do Rio de Janeiro, ministrado pelo Cecierj (Centro de Ciências de Educação Superior). A decisão foi tomada durante a audiência pública da comissão, realizada hoje (28/05), quando a presidente do Cecierj, Masako Masuda, declarou que pretende, no próximo ano, atuar em mais três municípios e instituir novas licenciaturas, em Turismo, Belas Artes e História.

Atualmente o Cecierj oferece cursos de graduação à distância de licenciatura em Biologia, Química, Física, Matemática e Pedagogia e mantém pólos em 27 municípios do interior do estado e da Baixada Fluminense, totalizando 20 mil matrículas. A grande maioria dos alunos tem renda familiar entre um e seis salários mínimos, trabalha e sustenta a família. A previsão para o final deste ano é de formar cerca de mil alunos.

O deputado Comte Bittencourt solicitou à presidência do Cecierj que apresente, até o final do semestre, um levantamento sobre os recursos necessários para a implantação dos novos cursos e a inclusão do ensino em outros três municípios. Comte lembrou que, no ano passado, a Comissão de Educação conseguiu acrescentar mais R$ 2 milhões no orçamento do estado para a instituição.

“O Cecierj não pode ser visto como uma Fundação de ensino superior de baixa qualidade, afinal, atende a pessoas que moram afastadas dos grandes centros em que há universidades. É uma iniciativa consistente e importante para o nosso estado, tanto no que diz respeito à educação quanto ao desenvolvimento econômico. A criação de novos cursos, especialmente o de Turismo, cujo mercado no estado é grande, tem que ser incentivada pelo governo”, declarou o deputado Comte.

O parlamentar comentou ainda que o Cecierj necessita de grande atenção das autoridades, uma vez que forma professores de Química, Física e Matemática, matérias que hoje registram falta de docentes nas escolas públicas. “Para dar um exemplo, na disciplina de Química, a rede estadual, precisa de 197 professores”, concluiu Comte.

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