Em 26 de novembro, 2012, por Hyury

Enem: das 20 públicas melhores, 19 são federais

Ranking das escolas do Rio destaca elite do ensino que alia professor qualificado, educação em tempo integral, laboratório para aula prática e ensino profissionalizante

Maria Luisa Barros

Rio –  Das 20 melhores escolas públicas do estado do Rio, no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 19 pertencem à rede federal de ensino e apenas uma é estadual. O resultado, divulgado semana passada pelo Ministério da Educação (MEC), confirma uma tendência que se mantém nos últimos anos. Escolas federais se destacam na elite da educação brasileira, seguindo receita de sucesso que alia professores qualificados, muitos com doutorado, educação em tempo integral, laboratórios para aulas práticas e ensino profissionalizante.

Entre as federais, a melhor colocação ficou com o Colégio Pedro II de Niterói. Além desta unidade, outras cinco unidades do Pedro II aparecem na lista das 20 melhores públicas, que inclui ainda a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Fiocruz), o Cefet, CAp/UFRJ e o Instituto Federal de Educação e Tecnologia (ITRJ). São escolas em que, além do diploma, os alunos aprendem uma profissão e, em muitos casos, já saem empregados. A excelência do ensino, no entanto, não os livra do fantasma da greve. Este ano, cerca de 100 mil alunos dos ensinos Fundamental e Médio das federais do Rio perderam mais de 100 dias de aula. Um prejuízo e tanto para quem prestou vestibular ou fez Enem.

Nessas unidades, os estudantes passam por uma peneira logo ao entrar, já que a maioria dos colégios aplica seus próprios ‘vestibulares’ para selecionar os melhores. A disputa é cada vez mais acirrada, pois poucos conseguem arcar com mensalidades das escolas privadas. De acordo com o perfil sócio-econômico dos estudantes, 83,86% dos que fizeram o Enem têm renda familiar (por pessoa) de 1 a 5 salários mínimos (R$ 622 a R$ 3.100).

Foto: Arte: O Dia

Entre as 100 piores do Rio, 96 são da rede estadual

Apesar de a rede estadual do Rio estar em primeiro lugar na comparação com a dos outros estados, 96 escolas estaduais estão entre as 100 instituições do Rio com as menores médias.

Segundo o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, a maioria está na capital e na Baixada Fluminense, onde muitas escolas funcionam no horário noturno em prédios compartilhados com colégios municipais. “Precisamos ampliar os turnos. Não dá para ensinar 12 disciplinas em quatro horas”, diz Risolia, que aposta na expansão das unidades profissionalizantes.

Jornal O Dia

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