Em 17 de agosto, 2011, por Assessoria de Comunicação

Educação aposta no processo de inclusão em escolas regulares

Secretaria vem qualificando mais professores da rede pública para atender o aumento de alunos portadores de deficiência

Rio – Integrar estudantes portadores de necessidades especiais em escolas tradicionais tem sido um desafio para os educadores. Afinal, não basta colocá-los em sala de aula, esses alunos exigem um tratamento diferenciado e com professores capacitados para desenvolver suas habilidades e conhecimentos.
 
A secretaria estadual de Educação vem implementando ações como a formação de professores especializados para atender a cerca de 2.900 estudantes que estão incluídos dentro do sistema regular de ensino. Desse total 743  estão no 1ºsegmento do Ensino Fundamental, 1.113 no 2º grau e 981 do Ensino Médio,e 699 se encontram em turmas especiais

Segundo a Política Nacional de Educação Especial,são considerados alunos com necessidades educacionais especiais aqueles com deficiência (mental, auditiva, visual e física), com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação.

Para a coordenadora de Educação Especial,Roseni Cardoso, o número de alunos portadores de necessidades especiais vem aumentando na rede estadual, por isso o Estado vem investindo em mais profissionais para atender  esses estudantes.  Atualmente  há um total de 327 intérpretes da Língua Brasileira de Sinais(LIBRAS)atuando em 172 escolas. Para o aluno com paralisia cerebral, a Seeduc fornece profissionais de apoio, a fim de acompanhá-los em classe.

 A estrutura para atender os portadores de necessidades especiais é formada pelo Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (Napes), responsável pela capacitação de professores de classes comuns.A secretaria possui o Centro de Apoio Pedagógico ao Atendimento de Pessoas com Deficiência Visual (Caps), nos municípios de São Gonçalo e Itaperuna, que produzem  material em braile e em alto relevo para alunos cegos, e em escrita ampliada para alunos com baixa visão da rede estadual.

Barreiras superadas

Breno Guedes do Nascimento,deficiente auditivo, é aluno do Instituto de Educação Eber Teixeira de Figueredo, em Bom Jesus do Itabapoana, está no terceiro ano do Ensino Fundamental. De acordo com a diretora Maria Aparecida Medeiros,a adaptação foi facilitada pelo apoio dos pais e dos colegas.”Atualmente, a turma de Breno aprende e realiza diversos trabalhos envolvendo a linguagem de sinais”, diz a diretora.

Participante de várias atividades, ele gosta das aulas de arte e integra o coral do colégio, cantando música em LIBRAS.”Eu gosto muito da linguagem de sinais, sempre gostei. Quando comecei a aprender achei difícil, mas depois ficou fácil entender” explica o aluno.

Portador de deficiência visual, Filipe Knupp, de 14 anos, estuda no colégio Ramiro Braga, em Bom Jardim, e é considerado um dos melhores alunos em Matemática, ele luta capoeira e joga futebol (usa uma bola com guizo), além de ter aptidão especial por música, tocando teclado e sax.

Dificuldades

Embora a rede estadual de ensino venha investindo na qualificação de professores,o caminho ainda é longo e existem obstáculos que precisam ser superados, segundo a psicóloga e mestre em psicologia escolar, Márcia Magalhães Fonseca.

Para ela o processo de inclusão exige tempo e os resultados não aparecem de uma hora para outra. “A iniciativa é importante,mas o número de profissionais especializados é pequeno. Como um professor não qualificado pode dar conta dos alunos ditos normais e ao mesmo tempo de um estudante que precisa de maior atenção?” questiona.

A psicóloga lembra que nem todas as escolas estão preparadas à atender alunos especiais. “Muitas escolas não possuem rampas para os cadeirantes, por exemplo.Outra questão é como a professora fará quando este aluno precisar ir ao banheiro,já que ele necessita de acompanhante. Como fazer com um aluno com deficiência visual, já que a maioria dos professores não conhecem a Libras? Claro que não podemos desmerecer todas as iniciativas que levem ao processo de inclusão,mas é fundamental que as autoridades encontrem soluções para essas questões’ finaliza.

O Dia On Line
Alessandra Horto e Maria Luiza

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