Em 21 de junho, 2008, por Hyury

Deputado visita pela terceira vez as obras no Liceu Nilo Peçanha, em Niterói

O Fluminense
Danielle Rabello

Presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Comte Bittencourt (PPS) vistoriou, na manhã de ontem, as obras do Colégio Estadual Liceu Nilo Peçanha, em Niterói, pela terceira vez. O deputado queria verificar o andamento das obras, que deveriam estar completamente prontas no início do ano letivo, em fevereiro passado.

As obras foram inauguradas pelo Governo do Estado no início do ano, e os alunos, que passaram o último semestre de 2007 assistindo às aulas numa universidade, voltaram à unidade. Apesar disso, a reforma ainda não está concluída: há entulhos no pátio, quadra, cozinha e refeitório da unidade.

De acordo com funcionários, a cozinha do Liceu parou de servir refeições aos alunos há cerca de dez dias, devido às condições de trabalho na cozinha. Os alunos estão recebendo apenas lanche.

“Estamos há um ano e meio convivendo com a obra e todos os transtornos que ela traz, principalmente a poeira. Tem gente que já está com alergia; eu mesmo estou tomando medicamento porque estou cheia de manchas pelo corpo. Uma colega acabou pedindo um licença para se tratar”, contou uma merendeira, que pediu anonimato.

Por conta da reforma, os alunos não têm mais onde fazer as refeições. Muitos deles, inclusive, pegam o lanche na porta da cozinha e comem em pé no pátio. Os funcionários conviveram também por alguns dias com um pequeno vazamento de gás, problema já solucionado.

Opinião – Comte Bittencourt disse que irá cobrar explicações do Governo do Estado sobre o andamento nas obras do Liceu e informou que voltará a escola no próximo dia 4 de agosto, quando começa o segundo semestre.

“Os alunos só deveriam ter voltado para cá quando tudo estivesse pronto. Além disso, a Empresa de Obras Pública do Estado (Emop) deveria ter montado uma cozinha provisória em um contâiner durante a obra. Evitaria o transtorno para os funcionários que ficaram trabalhando aqui durante toda a reforma. Se um fiscal sanitário visitasse a escola, com certeza interditaria a cozinha”, disse Comte Bittencourt.

Segundo o diretor geral do Liceu, Antônio Roque, a escola está funcionando apenas com as salas de aulas e os corredores. Na quadra a obra não teria sequer começado.

“As obras ficaram um pouco atrasadas, mas agora eles (operários) estão trabalhando a todo vapor, fazendo hora extra, para tentar terminar antes do início do segundo semestre. Se tudo der certo, quando voltarmos das férias, estará tudo em ordem”, espera o diretor.

Trajetória

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