Em 04 de novembro, 2009, por Hyury

Concursos públicos: prioridade para as universidades do estado

planedu_geral_fb_04_11_09_newA realização de concursos públicos foi um dos principais assuntos abordados na terceira audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), realizada hoje (4/11) sobre o Plano Estadual de Educação. Representantes das universidades do estado defenderam a contratação dos docentes por meio de concursos, o que foi reforçado pelo presidente da comissão, deputado Comte Bittencourt (PPS). “A estabilidade funcional dessa área é fundamental. Mas depende de vontade política e de o poder executivo compreender que, se continuar nesse processo, daqui a 10 anos teremos uma grande crise de qualidade nas universidades mantidas pelo estado do Rio de Janeiro, como já acontece nas escolas da rede pública”, afirmou Comte.

Segundo o reitor do Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), Roberto Soares de Moura, a instituição possui um plano de crescimento que passa pela necessidade de um campus próprio e de funcionários efetivos. “É preciso acrescentar na redação final do projeto a necessidade do quadro permanente de docentes e funcionários administrativos para a universidade”, defendeu o reitor. Ele acrescentou ainda a importância de haver uma interação entre o parque industrial do estado e a universidade, para que os alunos entrem efetivamente no mercado de trabalho. Para a pró-reitora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Lilian Bahia de Oliveira, o esporte deve ser o elo de integração de todas as iniciativas públicas. “Com o esporte podemos melhorar muita coisa na educação. Por isso, defendo que tenhamos no Plano Estadual de Educação a valorização do esporte, contando com a parceria da iniciativa privada”, afirmou Lilian.

A vice-presidente educacional da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), Maria Cristina Lacerda, enfatizou a necessidade de articular o plano estadual em todas as esferas. “O objetivo é que as instituições ofereçam cursos diversificados e que seja implantada uma política de educação continuada, principalmente no interior do estado. Porém, sem a realização de concursos públicos para a formação de um quadro permanente de funcionários e estímulos para que os docentes se sintam valorizados, não acredito que seja possível avançar muito”, disse Maria Cristina. Segundo a presidente da Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Cleier Marconsin, é importante que no plano o orçamento destinado para a instituição não seja abatido. “Precisamos garantir os 6% da receita tributária líquida do estado para que a Uerj possa dar continuidade a seu trabalho, não só na universidade como também no Hospital Universitário Pedro Ernesto”, diagnosticou Marconsin.

Amanhã (5/11) será realizada mais uma rodada de debates sobre o Plano Estadual de Educação. Será realizada, às 10h, na sala 316 da Alerj, uma audiência pública com a presença de estudantes e representantes de entidades estudantis do estado.

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