Em 07 de abril, 2009, por Hyury

COMTE PARABENIZA OS JORNALISTAS E AO JORNAL A VOZ DA SERRA PELO DIA 7 DE ABRIL

Discurso

Sr. Presidente no Expediente Inicial, Deputado Armando José, Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores, hoje é um dia importante porque é o Dia do Jornalista. E me cobrava há pouco ali na entrada do plenário, seguramente uma figura das mais reconhecidas no mundo do jornalismo do meu antigo Estado do Rio de Janeiro, da nossa província fluminense, o nosso querido amigo Continentino Porto, que, durante muitos anos, ainda continua militando, esteve à frente do sindicato dessa categoria no nosso antigo Estado.

Quero aqui saudá-lo num momento importante para as liberdades nacionais, momento em que o Supremo discute, já com o primeiro voto, a questão da liberdade da imprensa, causa representada lá, com o advogado, pelo Deputado Miro Teixeira, jornalista e seguramente um dos melhores deputados deste País e do Estado do Rio de Janeiro, evidentemente.

Saúdo então todos os jornalistas que cobrem esta Casa nessa figura do amigo Continentino Porto, que é uma figura emblemática, figura que muito representa o antigo Estado do Rio de Janeiro.

Falando em jornalismo, hoje se comemora, Sras. e Srs. Deputados, 64 anos do Jornal Voz da Serra, um dos principais jornais do antigo Estado do Rio de Janeiro. Circulando há 64 anos e já na terceira geração de seus fundadores. O Jornal Voz da Serra tem na figura dos seus dirigentes o Laércio Ventura, que vem de uma família tradicional da cidade do meu pai, a Cidade de Nova Friburgo, onde eu tenho um dos meus pés, mas o Jornal Voz da Serra é um jornal que tem prestado um grande serviço ao Centro Norte Serrano fluminense e ao Estado do Rio de Janeiro.

Parabéns ao Laércio Ventura, parabéns à Cidade de Friburgo, parabéns ao Jornal Voz da Serra que continua como um jornal diário, levando a informação ao povo friburguense e à região da grande Friburgo.

E falando em Friburgo, Sr. Presidente, eu quero trazer aqui uma reflexão. Acontece nesse momento na Câmara Municipal de Friburgo uma Comissão Parlamentar de Inquérito, o que é uma ferramenta importante para os parlamentos, tratando da gestão na Educação no governo passado. Evidentemente, longe das minhas palavras qualquer questionamento sobre o direito daquele Parlamento, um Parlamento respeitável, constituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Portanto, aqui na qualidade de Deputado e Presidente da Comissão de Educação há alguns anos nesta Casa, Deputado com atuação na Cidade de Nova Friburgo, quero dar um depoimento, Sr. Presidente. Quero dar um depoimento do Governo da ex-Prefeita Saudade Braga no quesito da personalidade, da correção, da honestidade, da seriedade, de S. Exa. ex-Prefeita, que tem seu filho hoje Deputado Federal por este Estado, o jovem Glauber Braga.

A Prefeita Saudade pode ter n defeitos, como todos nós temos. Mas seguramente no rol das suas qualidades, que todos também têm, está ali a questão da honestidade, da responsabilidade e da retidão. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito que, com toda razão, qualquer câmara pode constituí-la, como já disse, mas que coloca dúvidas na correção da condução da educação de Nova Friburgo nos últimos oito anos, mereceria talvez por parte dos excelentíssimos vereadores daquela cidade, uma preliminar de uma comissão especial. Porque não uma comissão especial, no primeiro momento, para poder apurar melhor determinadas informações para que então, sim, configuradas algumas delas se constituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Quero também no meu depoimento, Sr. Presidente, falar da Professora Beatriz Abicalil que foi Secretária de Educação de Nova Friburgo durante os oito anos da Prefeita Saudade. A mesma correção da Prefeita Saudade, educadora, mãe, avó, de uma família de vários irmãos e que tem, entre um dos seus irmãos, o Deputado José Luiz Abicalil, deputado, se não me engano, por Mato Grosso e que já foi presidente da Confederação dos Trabalhadores em Educação no Brasil; deputado do PT, parece que já presidiu a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Um outro irmão da Secretária Abicalil, o Luiz Abicalil, presidente da AGA – Industria Metalmecânica de Nova Friburgo que encerrou suas atividades, foi assumida pelos funcionários que constituíram uma cooperativa e colocaram à frente dessa cooperativa o Abicalil. Hoje, a AGA é uma das principais indústrias da Cidade de Nova Friburgo, tocada pelos seus empregados, pelos seus trabalhadores através de uma cooperativa.

Vejam como uma professora que vem de uma família dessa estirpe não merece – até que os fatos sejam comprovados – qualquer nível de dúvida na sua trajetória de vida, na sua honra, na sua honra profissional.

Volto a dizer, Sr. Presidente, não desmerecendo e nem tentando aqui causar qualquer polêmica na comissão constituída, o que é um direito daqueles parlamentares de uma câmara muito competente.

Mas quero dar esse depoimento a favor da história de vida da Professora Beatriz Abicalil, ex-Secretária de Educação da Cidade de Nova Friburgo.

Sr. Presidente, entrando em nosso tema, discutimos hoje na Comissão de Turismo o financiamento que aprovamos nesta Casa, no mês de julho do ano passado, um financiamento solicitado pelo Governador Sérgio Cabral ao BID, para o programa de turismo em parceria com o Governo Federal, o Prodetur.

Sr. Presidente, ficou claro em nossa audiência é que estamos chegando a metade do terceiro ano de governo e o planejamento, o plano diretor de turismo do Estado, ainda não existe. Aprovamos um investimento há quase 12 meses de 112 milhões de reais neste Plenário e até hoje esses recursos sequer foram tomados.

Estamos no terceiro ano do Governo Cabral, chegando ao meio desse terceiro ano, no próximo ano teremos um ano de agenda eleitoral e, seguramente, todos os projetos mais consistentes perderão a sua aceleração porque, lamentavelmente, em ano eleitoral a agenda dos governantes é uma agenda menos estruturante e mais eleitoral. Os recursos acabam sendo colocados em iniciativas que nem sempre dão resultados estruturantes porque buscam as questões eleitorais.

Lamentamos, porque a indústria do turismo é sem dúvida um dos principais víeis da economia do Estado do Rio de Janeiro. Passaram-se dois anos – com exceção do Pan-Americano, do qual todos nós temos “n” dúvidas – e nada foi feito neste Estado na questão de turismo, como política indutora de desenvolvimento. Mais uma ação que carece o Governador Cabral, e nesse campo principalmente, que é o campo de origem profissional do Governador, já que o mesmo foi diretor da Riotur, tão logo começou sua atividade política, sua militância política como profissional. Lamentamos dois anos sem investimento em turismo, um ano já pela metade, e o que presenciamos hoje na Comissão Permanente de Turismo é que teremos mais um governo que não aproveitou devidamente o potencial de turismo instalado no Rio de Janeiro, para seu desenvolvimento. O debate se limitou possivelmente a Galeão e Santos Dumont, o debate se limitou apenas à questão da concessão do aeroporto do Galeão. Mas um projeto de turismo propriamente, este Estado não apresentou até hoje.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

Trajetória

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