Em 08 de abril, 2015, por Assessoria de Comunicação

Comte discursa sobre os 70 anos do Jornal A Voz da Serra e também fala sobre o atendimento hospitalar na região serrana

O SR. COMTE BITTENCOURT – Sr. Presidente do Expediente Inicial, Deputado Marcus Vinícius, Sras. e Srs Deputados, Senhoras e Senhores, inicialmente, quero me somar às palavras do Deputado Wanderson Nogueira, friburguense. Primeiramente, na homenagem, ontem, que a cidade de Friburgo prestou ao grande jornal Voz da Serra, da família Ventura. O pai da Adriana Ventura, o Laerte, foi colega de colégio de meu pai, em Nova Friburgo. Essa é uma família que nos é muito cara, com a qual mantemos amizade há mais de uma geração.

O jornal, Deputado Waldeck, tem importância fenomenal para aquele canto do Estado do Rio de Janeiro. Sabemos como é difícil manter um jornal diário em cidades de densidade demográfica menor. Manter uma publicação diária, informando com independência e autonomia, como é o Voz da Serra, é um desafio para todas as cidades.

Sras. Srs. Deputados, nós temos, talvez, dez jornais diários no interior do Estado do Rio, se chegarmos a tanto: em Petrópolis, dois; em Campos, dois; em Niterói, temos o nosso querido O Fluminense e também a Tribuna; temos mais o Voz da Serra. Talvez Resende, Volta Redonda, o Sul do Estado, talvez, tenham também o seu jornal diário, acho eu. Mas, se contarmos, Deputada Ana Paula, serão dez jornais no interior.

O Voz da Serra completou 70 anos. Diariamente, está presente na vida do friburguense e do cidadão do Norte Serrano do Estado do Rio de Janeiro, cumprindo um papel fundamental com a verdade da região. Parabéns a Adriana, parabéns ao jovem Gabriel, parabéns a eles e a toda uma equipe de profissionais que continua construindo essa história – história do presente, olhando o futuro, mas sem perder a relação com o passado de sete décadas de publicação.

Não pude ficar até o final, ontem, com o Deputado Wanderson Nogueira. Tive que voltar cedo, já perto de meia-noite, para que aqui, hoje, pudesse estar na Comissão de Educação. Mas parabéns a Friburgo por ter o Voz da Serra!

Um segundo tema, também abordado pelo Deputado, é que, finalmente, o Governo do Estado lança o início das obras do nosso Hospital do Câncer, naquela região, iniciativa muito esperada lá.

Esta Casa, precisa, Deputada Ana Paula, pela Comissão de Saúde, hoje, presidida pelo jovem Deputado Jair Bitencourt – que não é meu parente, mas é, Deputado Waldeck, filho de saudoso educador, Professor Jair Bitencourt, do Colégio Bitencourt Silva, irmão do saudoso Francisco Bittencourt Silva, mas com colégios na Cidade de Itaperuna, no norte do Estado – aprofundar o debate da presença do Estado no atendimento na instância hospitalar no interior do Rio de Janeiro. O Hospital de Oncologia não esgota o debate sobre o desafio da questão do atendimento hospitalar na Região Serrana. O Raul Sertã está sobrecarregado. Aliás, os municípios estão sobrecarregados. O Estado e a União, a cada ano que passa, vão se desonerando, criam programas incentivados através de repasse de recursos que nem sempre chegam. Prefeitos assumem compromissos, Prefeituras assumem papéis anteriormente desempenhados pelos outros entes federados e o Município vai esgotando o seu orçamento com um atendimento que constitucionalmente não lhe pertence.

Como em qualquer Cidade, na primeira dor de barriga se procura o Vereador e o Prefeito. Em qualquer ação se procura o agente político mais próximo, mesmo a agenda de cobrança não sendo de compromisso prioritário constitucional da municipalidade. Então, devemos aplaudir o Governador Pezão por lançar finalmente, com o Secretário Felipe Peixoto, com a presença do Deputado de Friburgo, Wanderson, Câmara, autoridades, sociedade, o início das obras do Hospital do Câncer naquela região, mas que o debate não pare com essa obra.

Não é possível o paciente referenciado em ortopedia de Bom Jardim ter que ser atendido no Hospital de Paraíba do Sul. Não é possível! Atravessa não sei quantas estradas, saindo do centro-norte serrano para ser atendido quase no Médio Paraíba, em Paraíba do Sul, referência para atendimento ortopédico no centro-norte do Estado.

Estas questões precisam ser esgotadas na Comissão de Saúde, que, na legislatura passada, não esteve muito presente nesse debate de cobrança. O Governador Pezão é um homem sensível ao município, pela sua origem. É um homem que, todos nós sabemos, tem compromisso com as cidades. Sabe, porque sentiu no dia a dia, qual é o desafio de uma gestão municipal na questão da saúde, claro, junto com segurança. Os desafios de educação não são menores, mas a questão da saúde é um direito à vida, é o direito à própria existência. Está aí da Dra. Ana Paula, nossa colega e médica.

Deputado Wanderson Nogueira, um aparte, com o maior prazer.

O SR. WANDERSON NOGUEIRA – Quero parabenizar V.Exa. por seu discurso. O Deputado Comte Bittencourt tem uma história com Nova Friburgo. Inclusive, uma das principais avenidas de Nova Friburgo tem o nome de Comte Bittencourt.

O SR. COMTE BITTENCOURT – Não sou eu.

O SR. WANDERSON NOGUEIRA – Obviamente, não do Deputado Comte Bittencourt, mas da família de Comte Bittencourt. Há uma escola também com o nome Comte Bittencourt, ou seja, é uma pessoa de fundamental importância para essa cidade, para a região. Nos dois últimos anos em que esta Casa não tinha um friburguense nato, tinha um representante em Nova Friburgo, V. Exa. Então, em nome de Nova Friburgo, quero agradecer por tudo que o senhor tem feito por aquela Cidade, seja na área de turismo, seja na área de educação.

  1. Exa. também tem parte nessa questão do Hospital do Câncer. O Hospital do Câncer em Friburgo, já disse, não tem um pai. São vários os atores importantes. Essa história começa em 2004 – pouca gente sabe, mas é bom colocar isso no Diário Oficial. Começa em 2004, quando a então Prefeita Saudade Braga e a Secretária de Saúde Dra. Jamila começam a luta para credenciar Nova Friburgo para o tratamento de câncer – o Município não era credenciado para tratamento de câncer. Ou seja, em 2004 começa essa história, inclusive com o PPS de V. Exa.

São várias pessoas importantes nessa história e V. Exa. é uma delas. Parabéns pelo discurso! Levarei a sua fala também à família Ventura, do jornal A Voz da Serra, que também tem imenso carinho – V. Exa. aparece várias vezes na primeira página com boas notícias.

O SR. COMTE BITTENCOURT – Muito obrigado, Wanderson. Muito bem lembrada, Wanderson, a participação da ex-Prefeita Saudade Braga e da ex-Vereadora e ex-Secretária de Saúde Dra. Jamila Calil, minha companheira de partido, que foram precursoras nesse debate do lançamento da ideia do Hospital do Câncer na Cidade de Friburgo, polarizando a Região Centro-Norte serrana.

Deputada Dra. Ana Paula.

A SRA. ANA PAULA RECHUAN – Quero parabenizar V.Exa. pelo discurso. V.Exa. sempre se manifesta com bastante propriedade sobre todos os temas, não só na Comissão de Educação, demonstrando conhecimento. Não poderia ser diferente com relação à Saúde, sendo sensível a essa necessidade e tendo a visão de interior.

Quanto à questão dos pacientes com câncer, palavra que ainda assusta muito os seus familiares, normalmente eles têm que fazer várias idas a uma unidade hospitalar por conta de radioterapia, de tratamentos longos e muito dolorosos emocionalmente para a família. Se esses tratamentos puderem ser realizados mais perto do domicílio dos pacientes será um grande avanço pelo apoio psicológico, não os tirando do ambiente em que vivem e ao qual já estão acostumados.

Eu e o Deputado Wanderson Nogueira somos do interior e lutamos todos os dias para levar a medicina de alta complexidade, medicina de mais alto nível, mais perto do cidadão.

Muito obrigada.

O SR. COMTE BITTENCOURT – Muito obrigado, Deputada Ana Paula Rechuan.

Concluindo, Sr. Presidente, V.Exa. é de Petrópolis, onde tem família, tem sua base eleitoral, conhece bem a Região Serrana e sabe que não é diferente das demais regiões. Então, solicito a este Parlamento que possamos abrir o debate da regionalização do atendimento hospitalar pelo Estado, com recursos da União. Ou seja, colocar e garantir, em cada região do Estado do Rio de Janeiro, um hospital estadual com gestão estadual, recebendo recursos da União, para atender não só a casos de alta complexidade, mas também casos de baixa e média complexidade. O município tem que assumir o compromisso do atendimento à saúde básica, a chamada saúde primária, com ambulatório, maternidade, pronto socorro, e ser a porta de entrada para o atendimento de casos de qualquer nível de complexidade – responsabilidade esta que cabe à gestão do Estado. Poucas cidades do Estado do Rio de Janeiro conseguem assumir essa responsabilidade, e acabam se transformando em polos regionais, fazendo o atendimento que deveria ser do Estado.

O debate que devemos aprofundar nesta Casa é a regionalização da Saúde. O Estado deve ter em cada região administrativo-política um hospital de sua gestão, bem centralizado, em local de acesso fácil para todas as cidades da região, mas com recursos federais.

Muito obrigado.

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