Em 03 de abril, 2014, por Administrador (ECO Sistemas)

Comte discursa sobre o Turismo no Estado

O SR. COMTE BITTENCOURT – Sr. Presidente do Expediente Inicial, Deputado José Luiz Nanci, Sras. e Srs. Deputados, inicialmente, Deputado Gilberto Palmares, o nosso apoio a esse movimento que V.Exa., como sempre, trabalha com diligência, no setor de transporte na Região Metropolitana, apesar de ser um trem que atende a um único bairro, o de Santa Teresa, ter um valor do transporte para daquelas pessoas e também o valor cultural e ao turismo imensurável aqui na Cidade do Rio de Janeiro. Nosso apoio integral ao seu movimento, ao movimento do Deputado Paulo Ramos, que envolve a questão dos servidores, a questão do transporte, a questão dos investimentos feitos ali e da forma que se processaram. O nosso apoio integral ao seu movimento. Sendo membro da Comissão de Transportes, já me coloco à sua disposição.

Sr. Presidente, temos aqui, ao longo desses anos do Governo Cabral, de forma recorrente, indicativos do baixo investimento na política de turismo do Estado do Rio de Janeiro. Deputado Gerson Bergher, eu aqui repito os números do Orçamento do Estado, números do Siafem, números do Orçamento executado por este Governo de 2011 até agora, março de 2014. O Orçamento previsto na pasta de Turismo, Deputado Gerson Bergher, só foi executado na ordem de 4.34%, ou seja, 95% do Orçamento todo, de quatro anos de turismo, não foi executado. Vejam, Sras. e Srs. Deputados, o número. Uma política fundamental para o Estado do Rio de Janeiro pelo potencial que este Estado tem e apesar de todos os problemas enfrentados, continua sendo a principal porta de entrada receptiva do turista externo ao País, é o Galeão, é o nosso Tom Jobim. Ontem, a Presidente da República assinou a transferência da gestão do aeroporto, mas passa por por problemas crônicos estruturais há muito tempo, mas de qualquer maneira o Rio de Janeiro continua sendo a principal porta de entrada do turismo internacional receptivo do Brasil.

Agora, os jogos estão se avizinhando. Estamos a doze semanas da Copa do Mundo. E qual é a execução da política de turismo para que o Estado estivesse mais preparado nesse receptivo para a Copa do Mundo? O que foi feito nas sinalizações das estradas do Estado do Rio de Janeiro para induzir, seja turista nacional ou internacional, que venha assistir à Copa do Mundo, buscar conhecer as outras riquezas naturais, históricas, ou seja, turísticas do restante do Estado do Rio de Janeiro? Nem sinalização, Sr. Deputado Gilberto Palmares! V.Exa. que falava de transportes, nem sinalização de turismo foi introduzida nas principais rodovias, ou seja, na principal malha rodoviária que leva as pessoas à Região dos Lagos, à Costa Verde, à Serra Imperial, ao ciclo do café no Médio Paraíba, a Itatiaia.

O Governo do Estado, do Sr. Sérgio Cabral, termina um círculo devedor nessa política de turismo. E, para nossa satisfação e surpresa ao mesmo tempo, o Diário Oficial de hoje, Sras. e Srs. Deputados, admite a possibilidade de o Estado iniciar as obras, daqui a seis meses, em três centros de convenções muito debatidos e esperados: Paraty, Nova Friburgo e Cabo Frio. Três centros de convenções fundamentais para induzirem o turismo do Estado do Rio de Janeiro. Estamos falando de uma iniciativa com o Governo Sérgio Cabral saindo hoje e com uma dívida enorme nessa política por ausência de políticas. O Governo Sérgio Cabral, que teve o seu primeiro emprego na Turisrio. O Governo Sérgio Cabral que advogou sediar os grandes eventos esportivos aqui apontando para a importância do legado para o turismo. E onde estão as políticas de turismo deste Governo para o Estado do Rio de Janeiro? Aí a execução, menos de 5% do Orçamento.

Prodetur, uma vergonha a sua execução no Estado do Rio de Janeiro. Uma real vergonha! Recursos federais que foram muitas vezes devolvidos; recursos federais que, por incompetência da Secretaria de Turismo, por incompetência da Turisrio, não foram captados para o Estado do Rio de Janeiro. Agora se sinaliza a possibilidade da construção desses três centros de convenções com os recursos do Prodetur, agora no final do Governo, no apagar das luzes desse Governo.

Sras. e Srs. Deputados, esperamos que o Governador Pezão, que assume a partir de amanhã, que vem da política municipal, que foi vereador, prefeito, de hábitos simples, seguramente não faça a opção do Governador que está saindo hoje – a opção pelo projeto pessoal, pelo projeto patrimonialista. Que o Governador Pezão, com sua simplicidade e com sua visão de conjunto dos municípios do Rio de Janeiro – pelo menos nesses meses que restam para esse Governo – possa colocar novamente o carro no trilho certo, especialmente, Sr. Presidente, na política de turismo.

Vamos esperar que o Governador Pezão, a partir de amanhã, inicie uma nova agenda de políticas públicas no Estado do Rio de Janeiro. Vamos esperar que, a partir de amanhã, esse Governador interrompa um ciclo de fechamento de escolas, interrompa um ciclo de baixos investimentos no transporte da Região Metropolitana, interrompa um ciclo de desvalorização das universidades do Estado do Rio de Janeiro.

Vamos esperar que esse Governador, que assume por poucos meses, possa, pelo menos, recuperar um pouco da agenda perdida pelo Governador Cabral, que a partir de hoje se transforma em ex-Governador.

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