Em 11 de maio, 2018, por Assessoria de Comunicação

Comte discursa sobre escolas agrícolas

O SR. COMTE BITTENCOURT – Sr. Presidente do Expediente Final, Deputado Wanderson Nogueira, Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores, registro, mais uma vez, a satisfação de reencontrá-lo na Presidência no Expediente Final, mas não é em qualquer semana, é na semana que antecede os 200 anos da nossa querida Nova Friburgo. V.Exa., ontem, presidiu aqui uma Sessão do nosso Fórum de Desenvolvimento Econômico com setores representativos da nossa cidade e da região de Friburgo. Tenho dito aqui o papel que V.Exa. representa essa cidade neste Parlamento com muita dignidade, correção, firmeza em defesa dos interesses da Norte Serrana do Estado do Rio de Janeiro. O debate ontem mostrou como a nossa Friburgo ainda pulsa no seu desenvolvimento, apesar de tudo que atravessou naquela catástrofe climática, mas Friburgo ainda é o interior do Rio de Janeiro com uma referência de cidade com desenvolvimento econômico, com desenvolvimento social, com inteligência instalada com as suas instituições de Educação, algumas mais do que seculares.
Então, eu quero registrar a satisfação de vê-lo novamente presidindo uma Sessão de Expediente Final nesta semana que antecede os 200 anos da nossa querida Nova Friburgo.
Mas venho aqui, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, e já falando também de Friburgo, falando da Escola Rei Alberto, escola do Estado, a escola agrícola, em convênio com entidades da Bélgica, seguramente uma das unidades de Educação do Estado do Rio de Janeiro focada na área agrícola que funciona com capacidade de responder a expectativa de quem lá se matrícula, e o Ibelga é uma escola que é um referencial com a política da alternância educacional.
Mas eu estou trazendo a lembrança do Ibelga, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, para me referir a este Estado que continua insistindo em não apresentar, ou seja, os Governos, sucessivamente, continuam insistindo a não apresentar uma política de Educação nas suas escolas agrícolas.
Hoje, eu e o Deputado Waldeck Carneiro, recebemos mais uma vez, a equipe diretiva do Colégio Agrícola de Campos, e a preocupação, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, da direção é: será que a escola funcionará ano que vem? Será que o Governo do Estado fechará o Colégio Agrícola de Campos?
Aí me reporto, Presidente, à resistência que representam as sete escolas agrícolas existentes no Sistema Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro: Itaperuna, o Centro Interescolar de Agropecuária, em nome de Itaperuna; Colégio José Francisco Lippi, em Teresópolis; Colégio Estadual Agrícola José Soares Júnior, em Itaboraí, Colégio Agrícola Monsenhor Tomas Tejerina de Prado, em Valença; Colégio Estadual Agrícola de Magé; Colégio Rei Alberto, em Nova Friburgo; e o Colégio Agrícola Antônio Sarlo, em Campos dos Goytacazes. Vejam, Sras. e Srs. Deputados que são sete escolas na rede estadual, no caso Seeduc e Faetec, que ainda resistem num Estado em que os governos não apresentam concretamente uma política de Educação para a área agrícola.
Chamo a atenção para um Estado que tem uma empresa, como a Emater, com alta expertise em desenvolvimento de tecnologia, de pesquisa na atividade do campo do Estado do Rio de Janeiro. A Emater é uma empresa estadual de referência.
Estamos vendo uma Secretaria de Agricultura que tem a Emater sob sua responsabilidade, que não estabelece com as Secretarias de Ciência e Tecnologia e de Educação nenhuma articulação para o funcionamento dessas escolas.
Estamos falando de um Estado que ainda tem, em várias das suas regiões, atividade agrícola como importante componente do desenvolvimento econômico-social, gerador de empregos, distribuidor de riqueza.
Falando novamente de Nova Friburgo, lembramos daquele corredor entre Teresópolis e Nova Friburgo que é seguramente o pulmão da produção hortifrutigranjeira do Estado do Rio de Janeiro, englobando ainda São José do Vale do Rio Preto, Areal, Sumidouro, mas especialmente o corredor entre Nova Friburgo e Teresópolis.
Esse corredor tem uma importância estratégica na produção hortifrúti do Rio de Janeiro. No Sul do Estado, temos uma presença enorme na agricultura. No Norte, idem. Lembramos São José de Ubá com o tomate.
No Rio de Janeiro, os governos insistem em não apresentar um planejamento estratégico, um projeto educacional para sua rede de escolas agrícolas. Pelo contrário, os governos dificultam o funcionamento dessa pequena rede e negam os investimentos mínimos.
O Governo e suas Secretarias não se articulam para um planejamento estratégico, para fazer com que essas escolas sejam referência na formação de mão de obra, de novas tecnologias, de novos investimentos nessa área que ainda tem um peso significativo na atividade econômica do Rio de Janeiro.
Sr. Presidente, Srs. Deputados, trago a palavra de que a Comissão de Educação vai resistir e continuará no debate da falta de políticas educacionais para as escolas agrícolas do Rio de Janeiro e vai garantir continuidade à comunidade de Antônio Sarlo.
Só há duas hipóteses, Deputado Waldeck Carneiro, para aquela unidade: ou se incorpora à Uenf, mantendo seu foco num colégio agrícola e também Colégio de Aplicação, com a expertise da Uenf, e com um grande e importante centro em que se transformou a Uenf de pesquisa nessa área; ou, se o Conselho Universitário entender que não seja o caminho, a Escola Agrícola de Campos continua sob responsabilidade da Faetec. Não há possibilidade de uma terceira hipótese, como fechar essa escola, como alguns estão indicando – alguns até dirigentes do Estado.
Vamos deixar claro para a comunidade do Colégio Agrícola de Campos que só há duas alternativas: ou fica na Faetec ou se transfere para a Uenf. Não há hipótese, e esta Casa vai fazer resistência por meio da Comissão de Educação. Esta Casa vai se empenhar para que não haja possibilidade de alguém, no Governo, pensar em encerrar as atividades do Colégio Agrícola Antônio Sarlo, na cidade de Campos dos Goytacazes.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

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