Em 19 de maio, 2010, por Hyury

Comissão de Educação vai propor encontro entre representantes das universidades estaduais e presidente da Alerj

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio vai propor um encontro entre representantes das universidades do estado e o presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), para discutir as perdas salariais, os sucessivos cortes orçamentários e as precárias condições de trabalho nas instituições de ensino estaduais. A decisão foi tomada durante reunião da comissão, realizada hoje (19/5), no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, na Alerj, com a presença de representantes de sindicatos e associações dos profissionais das universidades, que estão em luta por uma campanha salarial unificada. “O parlamento deve ouvir os sindicatos e ajudar a criar um plano de trabalho comprometido com a educação pública”, disse o deputado Comte Bittencourt (PPS), presidente da comissão.

“O governo do estado deveria utilizar os R$ 10 bilhões de sobra de caixa, anunciados pelo governador esta semana, nos jornais, para pagar o enquadramento por formação dos professores do estado, atrasado há muito tempo. Também deveria conceder um justo aumento aos servidores públicos, especialmente aos da Educação”, complementou Comte, referindo-se à matéria publicada ontem (18/5), na Coluna do Servidor de O Dia.

Para a presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj), Cleier Marconsi, as universidades vêm sendo sucateadas há anos. “A questão salarial chegou a uma situação extrema. Na Uerj, em apenas dois anos, 44 professores saíram para outras universidades, em função de melhores salários. Outro dado alarmante é com relação ao número de técnicos administrativos: em 2000 era de 6.500. Atualmente, não passam de 3.800”, alertou. Já o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), Marcos Pedlowski, reclamou da perda salarial acumulada ao longo dos últimos anos e governos. “O bandejão está com obras atrasadas, falta água potável na universidade que, nos últimos dois anos, perdeu ainda 30% do seu corpo docente. É uma necessidade urgente a reposição dessas perdas salariais”, disse Pedlowski.

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