Em 11 de maio, 2011, por Hyury

Comissão de Educação vai analisar projeto que poderá manter o ensino fundamental na Faetec

O presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Comte Bittencourt (PPS), vai analisar o projeto que está sendo desenvolvido pela Escola Técnica Estadual Republica e o Instituto Superior Tecnológico da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), que pretende manter na unidade de Quintino, zona Norte do Rio, as aulas de educação fundamental. Comte afirmou ser favorável à manutenção caso a unidade também ofereça o ensino voltado para o aprendizado profissionalizante para as turmas de primeira a quinta séries. Esse debate aconteceu nesta quarta-feira (11/05), durante audiência realizada pelos parlamentares na Faetec de Quintino.

“Caso a fundação tenha um projeto específico que justifique a formação técnica em seu projeto institucional de dotar a escola de alguma pedagogia nova, a comissão estará aberta a conversas”, comentou o parlamentar. O deputado disse ainda que não se pode “manter uma única escola de primeiro ao quinto anos no sistema Faetec oferecendo apenas o ensino fundamental tradicional”. Comte Bittencourt explicou que pela Lei 4.528/05, todas as escolas do estado que oferecem ensino fundamental nas séries iniciais deverão passar a função para a administração municipal até 2015. Essa é uma determinação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) na constituição de 1988 e concluiu dizendo: “o ideal não é ter na rede pública estadual apenas uma escola de qualidade como a República, o ideal é que todas as escolas públicas ofereçam esse mesmo ensino de qualidade”.

A subsecretária Municipal de Educação do Rio, Helena Bomeny, garantiu que a Prefeitura está preparada para receber os alunos da Faetec. “Teremos vagas para todos, afirmou.

A vice-presidente da Faetec, Maria Cristina Lacerda, defendeu a permanência das crianças e dos jovens na unidade de Quintino. “Se entenderem que é  importante fazer um projeto com princípio educativo voltado para o ensino técnico, nossas escolas terão essa alternativa como solução para manter a educação fundamental. Enfim, estamos aqui para cumprir a lei, mas não queremos de maneira nenhuma que a população sofra e que as crianças e os jovens saiam prejudicados”, enfatizou Maria Cristina.

Também estavam presentes membros da Comissão de Educação, representantes do grêmio da Faetec, do Sindipfaetec, pais, professores e alunos da Fundação.

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