Em 07 de dezembro, 2017, por Assessoria de Comunicação

Comissão de Educação da Alerj debate demandas do Iserj

Salários atrasados há mais de quatro meses, falta de profissionais de limpeza e segurança, precariedade da merenda escolar e falhas na infraestrutura predial foram alguns dos problemas apresentados por professores, pais e alunos do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj), nesta quarta-feira (06/12), durante a audiência pública da Comissão de Educação da Alerj, na sede da instituição na Tijuca, Zona Norte.

Sandra Santos, diretora do instituto, alegou que não recebe repasses de verbas do Executivo em valor suficiente para manutenção de todo o campus.

 “Sabemos que existem salas sujas, com falta de refrigeração, sem cortina, com fezes de pombos nas carteiras e que não estamos trabalhando com a totalidade do nosso corpo docente, por conta da greve, mas fazemos o que está ao nosso alcance para não fechar a instituição. Não recebemos os recursos necessários do Executivo”, afirmou.

Centenário, o Iserj é mantido pela Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e tem o ensino voltado para a formação de profissionais nas áreas de Administração, Informática e Pedagogia, além do Ensino Fundamental.

“Lamentavelmente, vimos hoje nessa audiência, mais uma vez, o desmonte da educação pública do Rio de Janeiro. A comissão vai continuar fazendo a interlocução da sociedade com o Executivo”, salientou o presidente da Comissão, Comte Bittencourt

Gabriel Almeida dos Santos, aluno do 7º ano do Ensino Fundamental, passou o ano de 2017 tendo aula apenas de português.

“Durante todo o ano letivo meu filho só aprendeu uma matéria. O pior é que também não consigo transferi-lo para outra instituição porque ele está com muitas matérias defasadas. O ensino dessas crianças está sendo tratado com descaso, não podemos mais permitir isso”, protestou Leticia Santos, mãe de Gabriel. Ela relata ainda que a sobrinha, que também estudava na instituição, abandonou a escola por não ter aulas regulares.

Como Gabriel, no entanto, outros alunos continuam matriculados e lutam por um ensino de qualidade.

 “Vamos resistir, apesar do sucateamento imposto pelo estado à nossa escola. Recebemos de merenda apenas um suco por dia, os nossos banheiros estão interditados porque não temos limpeza e a escola fica abandonada à noite porque não temos um vigia”, relata o estudante Aurélio Neto, do 3º ano do Curso Técnico de Informática.

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