Em 04 de outubro, 2017, por Assessoria de Comunicação

Aporte financeiro para a Uezo é debatido na Comissão de Educação da Alerj

O Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) teve R$ 75 milhões contingenciados pelo Governo do Estado nos últimos cinco anos. A informação foi divulgada pelo presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt, em audiência pública nesta quarta-feira (04/10). O Colegiado deu sequência à série de encontros com as instituições de Ensino Superior fluminense, debatendo as demandas prioritárias da comunidade acadêmica para apresentar emendas à Lei do Orçamento Anual (LOA) 2018 e garantir aporte financeiro para assegurar o pleno funcionamento do segmento.

“Estamos falando de um Centro Universitário localizado em uma área estratégica do estado, que funciona com muita precariedade. Essas pedaladas estão comprometendo o presente e o futuro do Rio de Janeiro. Vamos continuar lutando e tentando convencer o Governo de que, mesmo frente a essa profunda crise fiscal, precisa priorizar a Educação”, afirmou Comte.

A falta de docentes foi apontada pela reitora da Uezo, Maria Cristina de Assis, como um dos pontos mais críticos da instituição. Ela relembrou que existem 18 professores concursados, aprovados desde 2014, mas que ainda não tomaram posse.

“Temos 85 disciplinas sem professores. Se esses 18 docentes fossem nomeados conseguiríamos atender pelo menos 40% dessa demanda”, informou Maria Cristina. A Uezo conta atualmente com 93 servidores – 53% do quadro necessário.

A diferença salarial entre os funcionários das universidades do estado também foi motivo de reclamação. Um técnico de nível médio da Uezo ganha R$ 1.897, enquanto um funcionário que ocupa o mesmo cargo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) recebe R$ 2.600 e o da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) ganha R$ 2.148.

“Falta isonomia nos salários. Isso já demonstra como a Uezo é preterida pelo estado. Essa realidade beira ao absurdo!”, acrescentou Maria Cristina

Fundada em 2005, a Uezo ainda luta por um campus próprio, já que, desde a sua criação, funciona no Colégio Estadual Sara Kubitscheck, em Campo Grande, zona Oeste da cidade.

“A questão orçamentária é muito importante para o nosso custeio, mas existem demandas como essa que são responsáveis pela nossa existência. Tenho turmas de 90 alunos e não tenho salas de aula que comportem esse número. Passamos por condições inimagináveis para uma universidade. A Uezo está localizada em uma região de alta arrecadação de ICMS, com densidade populacional significativa e detém parte dos distritos industriais do estado, e mesmo assim, não é valorizada” lamentou Maria Cristina.

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