Em 13 de agosto, 2008, por Hyury

Álvaro Lins é cassado na Alerj e perde o mandato de deputado

O Fluminense
Anderson Carvalho

O deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) teve seu mandato cassado ontem, em sessão secreta da Assembléia Legislativa pelo placar de 36 votos a 24. Foram registradas aindas sete ausências e três abstenções. O parlamentar era acusado de quebra de decoro. Lins foi denunciado recentemente pelo Ministério Público Federal por envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

O suplente Renato de Jesus, do mesmo partido, será convocado pela mesa diretora para ocupar a vaga tão logo o Diário Oficial publique a cassação, o que deverá ocorrer hoje. Entretanto, o parlamentar ainda pode recorrer.

Dos 70 deputados, faltaram à sessão: Altineu Côrtes (PT), Beatriz Santos (PRB), Edson Albertassi (PMDB) e Roberto Dinamite, além dos licenciados Dionísio Lins (PMDB), Graça Pereira (DEM), Sula do Carmo (PMDB) e Natalino Guimarães, que está preso.

Lins foi o terceiro deputado cassado na atual legislatura. Renata do Posto (PTB) e Jane Cozzolino (PTC) perderam os mandatos no início do ano por envolvimento no escândalo do auxílio-educação da Alerj.

No final da sessão, Álvaro Lins saiu pelos fundos sem falar com a imprensa. O corregedor da Alerj, Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB), considerou justo o resultado. Ele disse que a maioria dos deputados da Assembléia Legislativa acatou o comparecer da Corregedoria e do Conselho de Ética da casa que recomendava a cassação de Lins.

“Isso é um avanço! Algumas casas legislativas que não têm corregedoria nem conselho de ética. Agora o processo de quebra de decoro se encerra na Alerj, mas o deputado cassado ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça”, disse o corregedor.

O vice-corregedor, Comte Bittencourt (PPS), também aprovou o resultado.

“É a certeza de um resultado positivo. É também a certeza para a população que a maioria dos deputados cumpriu com seu dever referente à questão e Lins teve todo o direito à defesa. A imagem da Alerj fica preservada”, avaliou.

Rodrigo Neves (PT), que votou pela cassação, disse que ela resgata a credibilidade da Alerj. A votação foi marcada por protestos a favor e contra.

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