Em 02 de março, 2009, por Hyury

Alunos de supletivo de Benfica enfrentam dificuldades para reiniciar aulas

Jornal Extra

As aulas no Centro Supletivo (CES) José Carlos Brandão Monteiro não puderam recomeçar nesta segunda-feira . A escola foi transferida para o anexo do Colégio Estadual Olavo Bilac, em São Cristóvão, mas não teve como receber os alunos, já que o novo endereço não suporta o mobiliário antigo, não tem luz elétrica nem janela e os banheiros não apresentam condições de uso. O Centro Supletivo havia sido despejado de um prédio em Triagem, antes do carnaval, para dar lugar à empresa de ônibus Amigos Unidos, que perderá garagens na Rocinha durante as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Cerca de 70 alunos que passaram pela escola durante a manhã de segunda-feira revoltaram-se com as condições encontradas. Nas salas de aulas, amontavam-se livros e arquivos com dados da vida escolar dos mais de 3 mil estudantes do supletivo. Cenário muito diferente do prédio com 13 salas de aula, refeitório e laboratório de informática em que a escola funcionava.

– É muito triste ver o colégio assim. Imaginávamos que íamos poder fazer a prova hoje. Aqui não tem espaço. Vão atrasar nossas aulas – afirmou a aluna do ensino fundamental Eunice Augusta de Souza, de 34 anos.

Felipe Miranda Marques foi contratado há três meses para dar aulas de suporte técnico de informática e se decepciona ao ver a escola sem condições de atender os alunos.

– Esse espaço era um vestiário abandonado. Hoje, não temos como arrumar nada nem atender os alunos, porque o espaço é muito pequeno. Não tem cabimento isso. Computadores novos e móveis da escola vão acabar estragando aqui – disse.

Como dezenas de mesas e cadeiras não couberam dentro das quatros salas do prédio anexo, o mobiliário teve que ser deixado na quadra de esportes. Outras carteiras do colégio Olavo Bilac que ficavam na sala de vídeo, no segundo andar do prédio, também tiveram que ser deixadas no mesmo lugar. Resultado: os alunos da escola que abrigou o supletivo também saíram prejudicados.

– Não podemos ter educação física, também não teremos mais sala de vídeo. Ninguém nos avisou que isso iria acontecer – contou a aluna do 1° ano do ensino médio do Colégio Olavo Bilac Ana Beatriz Fernandes.

A Secretaria estadual de Educação minimizou os problemas de espaço do CES. Em nota, informou que “o fluxo de alunos em qualquer CES do Estado é, em média, de 100 a 200 estudantes por dia, portanto, a nova estrutura de quatro salas de aula é suficiente para atender à demanda”. Ainda de acordo com a secretaria, o prédio passará por obras durante 30 dias. Nesse período, os alunos serão atendidos no Centro Supletivo João Alfredo, em Vila Isabel.

 

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