Em 24 de setembro, 2008, por Hyury

A realidade do ensino médio estadual na Ilha do Governador

Um galpão, transformado em Colégio, com três andares. Ao entrar para estudar, os alunos se deparam com uma rampa que virou deposito de entulho. O único banheiro que funciona, precariamente, fica no térreo. Há ar condicionado nas 15 salas da escola, mas todos estão sem funcionar. Não existem janelas, apenas basculantes, onde muitos dão em paredes. E os problemas não param.

Ao chegar ao Colégio Estadual Professora Terezinha Melo Gonçalves, na Ilha do Governador, que atende a mais de 1.200 alunos, nessa quarta-feira (24/09) o presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt (PPS), se deparou com fios de alta-tensão expostos e telhas de amianto quebradas. Apesar de ter varanda nos três andares, o acesso é gradeado e trancado com cadeado, e essa é a maior entrada de ventilação do prédio. Não existe extintor de incêndio. Esse colégio existe no local há pouco mais de 7 anos.

No turno da noite, no mesmo espaço, funciona outro colégio estadual, o Colégio Estadual Rodrigo Otávio. “Como pode isso? Essa situação é única, não conheço outra igual”, observou o deputado.

Outra Escola visitada na Ilha foi o Colégio Estadual Prefeito Mendes de Morais, que tem 60 anos, onde se encontra outra realidade. Hoje só pode oferecer 1.500 matriculas, mas já teve 2.500. A redução aconteceu devido a obras de expansão que estão paralisadas desde 2005. Outro problema é uma grande infiltração no auditório. “Essa é uma escola digna, bem cuidada. As obras devem ser concluídas o mais rápido possível para que os jovens da Ilha do Governador não precisem estudar no turno da noite”, afirmou Comte Bittencourt.

A população de 15 a 19 anos na Ilha do Governador é de quase 19 mil jovens. O estado atende nesse bairro cerca de 5 mil alunos, sendo que 2736 matriculas estão distribuídas em 6 Colégios Estaduais, que funcionam no horário noturno, em prédios do município. Há uma demanda reprimida no ensino médio de 84% nessa região. Os dois colégios que atendem nos horários diurno oferecem apenas 2 mil matriculas. Segundo Comte há uma demanda de mais de 13 mil, se considerados os dois turnos e de 16 mil, se considerados os alunos que estudam a noite.

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