Em 09 de setembro de 2010
Os dois principais concorrentes ao Governo do Estado do Rio de Janeiro vêm polemizando através seus programas de televisão o tema da educação em nosso Estado.
Durante a atual campanha, tenho dito em diversas reuniões que o tema da Educação costuma vir à tona durante os processos eleitorais colocado como lema de campanha pela maioria dos candidatos e voltado para o esquecimento tão logo as eleições terminam. Infelizmente vem sendo assim por décadas.
Desde o processo de democratização que culminou com a aprovação da Constituição de 1988 que o problema educacional no país vem se arrastando sem que os poderes públicos apresentem alternativas que efetivamente produzam melhoras substanciais para os estudantes e seus educadores.
A pior manifestação do problema se dá na aplicação das verbas destinadas à Educação pública no ensino Fundamental e Médio, incluindo aqui os cursos chamados de profissionalizantes. A Constituição de 88 estabelece que cada órgão público gestor seja Estadual ou Municipal apliquem no mínimo, vinte e cinco por cento de seus orçamentos em Educação. Pronto! Os dirigentes transformaram esta obrigação em máximo. Ninguém aplica mais do que o valor definido como mínimo e a dívida que o Estado brasileiro tem com a Educação não consegue ser quitada.
Cursos ruins, professores mal pagos e com baixa capacitação para a função de ensino e os equipamentos são insuficientes, sendo que os existentes em sua maioria se encontram em situação precária e inadequadas para receber alunos em suas dependências.
O que os Governos mostram durante as campanhas é muito mais marketing para emocionar eleitores desavisados do que realizações efetivas e planificadas. A oposição mostra em seus programas as escolas quebradas professores insatisfeitos e alunos perplexos diante de seu confuso aprendizado.
Ao final do processo tudo passa a ser silêncio novamente.